
Um estudo recente da Universidade do Sul da Califórnia revelou um retrocesso significativo na presença de mulheres à frente da direção dos filmes mais lucrativos nos Estados Unidos [1] em 2025. O levantamento classificou o período como uma "grande recessão para diretoras mulheres".
Segundo os dados, apenas nove mulheres dirigiram os 100 filmes com maior bilheteira, o que representa 8,1% do total de diretores, uma queda em relação a 2024, quando a proporção era de 13,4%. O índice atual é comparável ao observado em 2008.
Entre os títulos dirigidos por mulheres estão:
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, de Nisha Ganatra
Five Nights at Freddy's 2, de Emma Tammi
Elio, de Domee Shi e Madeline Sharafian
Amores Materialistas, de Celine Song
Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, de Jennifer Kaytin Robinson
Guerreiras do K-pop, de Maggie Kang
Família de Aluguel, de Hikari
Hamnet, de Chloé Zhao
O estudo também apontou que, entre 2007 e 2025, apenas 24 mulheres dirigiram mais de um filme entre os mais lucrativos. Comparando com 2024, apenas três diretoras — Celine Song, Chloé Zhao e Emma Tammi — haviam comandado anteriormente filmes incluídos na amostra.
Diversidade racial e interseccionalidade
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Em termos de diversidade racial, 24,3% dos diretores de 2025 pertenciam a grupos sub-representados, percentual estável em relação a 2024 e que mostra avanço desde 2007. Entretanto, quando cruzado com o gênero, apenas 5,4% dos diretores mulheres não brancas estavam à frente de filmes de grande bilheteira, todas asiáticas, sem registros de mulheres negras, latinas, indígenas ou do Oriente Médio e Norte da África.
Diferenças entre estúdios
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O levantamento ainda revelou disparidades significativas entre estúdios cinematográficos. Ao longo de quase 20 anos, Universal Pictures [2] e Walt Disney Studios se destacaram na contratação de mulheres para direção. Em contrapartida, Paramount Pictures, Warner Bros. e Lionsgate apresentaram desempenho insatisfatório, e em 2025 nenhum desses estúdios teve mulheres dirigindo seus filmes mais lucrativos. O cenário contrasta com taxas mais altas observadas em festivais de cinema, televisão e produções originais de streaming.
[1] https://abcdoabc.com.br/estados-unidos-adiam-tarifas-chips-china-2027/
[2] https://www.universalpictures.com/