Finanças em 2026 começam na virada: como reorganizar o orçamento

Finanças em 2026 começam na virada: como reorganizar o orçamento
Finanças em 2026 começam na virada: como reorganizar o orçamento O dia 31 de dezembro costuma chegar com uma mistura de alívio e preocupação. Para muitos trabalhadores, o 13º salário [1] já foi parcialmente ou totalmente utilizado para cobrir despesas de fim de ano, compras, viagens ou contas acumuladas. Ainda assim, o fechamento do calendário não encerra as possibilidades deorganização das finanças. Mesmo para quem não conseguiu poupar o benefício, o momento segue estratégico para ajustar rotas e evitar que 2026 comece no vermelho. Segundo Kaike Ribeiro, CEO da Finanto [2], a virada do ano é menos sobre o que já foi gasto e mais sobre as decisões que vêm a seguir. “Nem todo mundo consegue guardar o 13º, e isso faz parte da realidade. O mais importante é usar esse momento para revisar escolhas, entender o impacto delas e reorganizar o orçamento a partir de janeiro”, afirma. 13º ganha fôlego, mas precisa de direção (Arquivo/Agência Brasil) Para quem conseguiu reservar parte do benefício, o próximo passo é dar propósito ao valor guardado. O especialista recomenda avaliar se o montante pode ser usado para reduzir dívidas caras, reforçar a reserva de emergência ou antecipar despesas do início do ano. Esse direcionamento evita que o dinheiro poupado se dilua em gastos cotidianos e ajuda a transformar a economia feita em segurança financeira real ao longo dos próximos meses. Já gastou? o foco deve ser reorganizar as finanças Já quem utilizou o 13º integralmente ainda pode agir de forma estratégica afim de reorganizar as finanças. O primeiro movimento é revisar o orçamento mensal e identificar onde será possível compensar os gastos extras realizados em dezembro. “O erro não está em ter usado o 13º, mas em seguir o ano sem ajustar o planejamento. Janeiro é um mês-chave para redefinir prioridades e cortar excessos”, explica Ribeiro. Pequenas mudanças, como reduzir gastos variáveis ou renegociar contas, podem equilibrar o caixa mais rapidamente do que parece. Dívidas e contas do início do ano exigem atenção Independentemente de ter poupado ou não, janeiro concentra despesas que exigem preparo. IPTU, IPVA, mensalidades escolares e seguros pressionam o orçamento logo nos primeiros dias do ano. Mapear essas cobranças com antecedência permite decidir quais podem ser parceladas com menor impacto e quais exigem ajustes imediatos no consumo, evitando atrasos e juros desnecessários. Reserva de emergência não nasce pronta A ausência de uma reserva não deve ser vista como fracasso. Segundo o especialista, ela pode começar pequena e crescer ao longo do ano, desde que exista constância. “Mesmo quem não conseguiu guardar nada do 13º pode transformar 2026 no ano da reserva. O importante é criar o hábito, ainda que com valores modestos”, destaca Kaike Ribeiro. Virar o ano com menos culpa e mais clareza (Imagem: Freepik) A virada do calendário não apaga decisões passadas, mas abre espaço para escolhas mais conscientes. O especialista reforça que organização financeira não exige perfeição, e sim leitura honesta da própria realidade. “O fim do ano não é um tribunal financeiro. É um ponto de transição. Com informação e planejamento, dá para começar o próximo ciclo com mais equilíbrio, mesmo que o 13º já tenha sido gasto”, conclui. [1] https://abcdoabc.com.br/13o-salario-e-o-primeiro-passo-para-construir-uma-poupanca-familiar/ [2] https://www.finanto.com.br/