Fogos de artifício colocam cães e gatos em risco no Réveillon

Fogos de artifício colocam cães e gatos em risco no Réveillon
Fogos de artifício colocam cães e gatos em risco no Réveillon A chegada do Réveillon [1]costuma ser associada à celebração, mas também marca um dos períodos mais críticos do ano para a saúde e o bem-estar de cães e gatos. O barulho intenso e imprevisível dos fogos de artifício pode desencadear crises de ansiedade, pânico, fugas, acidentes e até quadros clínicos graves, como taquicardia, convulsões e lesões traumáticas. De acordo com a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, os atendimentos de urgência relacionados ao estresse causado por fogos de artifício aumentam significativamente na virada do ano. Os casos são mais frequentes entre cães idosos, filhotes e animais que já apresentam sensibilidade a ruídos. “O impacto não é apenas emocional, mas também físico. Em situações de pânico, o animal pode se ferir tentando fugir, atravessando janelas, rompendo cercas ou apresentando alterações respiratórias e cardíacas, especialmente quando já existe alguma doença pré-existente”, explica Renata Tolezano, médica-veterinária e coordenadora clínica da WeVets. Por que os fogos de artifício afetam tanto os pets Freepik Cães e gatos possuem audição muito mais sensível do que a dos humanos. Por isso, os estampidos dos fogos de artifício são percebidos como ameaças reais. Tremores, vocalização excessiva, salivação, respiração ofegante, inquietação, tentativas de se esconder, perda de controle urinário e até agressividade estão entre os sinais mais comuns de estresse agudo. Estudos citados pelo The MIT Press Reader indicam que até 50% dos cães demonstram medo intenso de fogos de artifício. No Brasil, levantamentos apontam que mais de 60% dos animais domésticos apresentam reações claras de estresse durante os estouros, como pânico e tentativas de fuga. Medidas preventivas para reduzir os riscos Freepik Para minimizar os impactos dos fogos de artifício, a recomendação dos especialistas é que os tutores adotem medidas preventivas antes da noite da virada. Manter o pet em um ambiente seguro, fechado e silencioso, com portas e janelas protegidas, ajuda a evitar fugas e acidentes. Sons contínuos, como televisão ou música em volume moderado, podem auxiliar a abafar o barulho externo. Objetos familiares — camas, cobertores e brinquedos — também contribuem para transmitir sensação de segurança. Outra orientação importante é não deixar os animais sozinhos durante a queima de fogos de artifício, sempre que possível. A presença do tutor tende a reduzir a ansiedade, desde que não haja comportamentos excessivamente protetores. “Abraçar ou tentar acalmar de forma ansiosa pode reforçar a percepção de perigo. O ideal é agir com naturalidade e manter a rotina”, orienta a veterinária. Uso de medicamentos exige orientação profissional O uso de medicamentos para controle da ansiedade pode ser indicado em alguns casos, mas apenas com prescrição médico-veterinária. A automedicação é considerada perigosa e pode causar intoxicações graves. Em situações de pânico severo associado aos fogos de artifício, o profissional pode recomendar estratégias comportamentais ou suporte clínico individualizado. Além disso, a WeVets [2]reforça a importância da identificação dos pets. Coleiras com plaquinhas e dados atualizados aumentam as chances de reencontro caso o animal fuja assustado durante os barulhos. “A virada do ano deve ser um momento de celebração também para os pets. Com planejamento, informação e acompanhamento profissional, é possível reduzir os riscos dos fogos de artifício e garantir mais tranquilidade e segurança para cães e gatos”, conclui Renata Tolezano. [1] https://abcdoabc.com.br/reveillon-na-paulista-metro-cptm-funciona-24hr/ [2] https://www.instagram.com/we.vets/