Banco Central cancela 9,1 milhões de chaves Pix irregulares

Banco Central cancela 9,1 milhões de chaves Pix irregulares
Banco Central cancela 9,1 milhões de chaves Pix irregulares Nos últimos dez meses, instituições financeiras e de pagamentos realizaram o cancelamento de 9,1 milhões de chaves Pix [1]vinculadas a CPFs que apresentavam irregularidades na Receita Federal. A ação segue diretriz do Banco Central [2], com o objetivo de reforçar a segurança do sistema financeiro nacional contra fraudes. O número superou as expectativas da autoridade monetária, que estimava cerca de 8 milhões de chaves problemáticas. O cancelamento afetou principalmente CPFs suspensos, nulos ou cancelados, além de chaves de titulares falecidos. A orientação foi emitida em março para prevenir golpes, preservando ao mesmo tempo a situação dos contribuintes inadimplentes. Limpeza das bases e prevenção de fraudes Marcello Casal JrAgência Brasi Segundo o Banco Central, a medida dificultou a atuação de criminosos que utilizavam chaves semelhantes às de empresas legítimas. Problemas de grafia foram os mais recorrentes. Entre março e 20 de dezembro, foram excluídas 13,4 milhões de chaves de pessoas físicas e 5 milhões de pessoas jurídicas, sendo que 3,4 milhões de CNPJs apresentavam irregularidades. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves Pix, enquanto empresas podem ter até 20. A segurança do sistema, que completou cinco anos em 2025, tornou-se prioridade após incidentes de ataques cibernéticos que resultaram em desvios financeiros. Ações emergenciais e supervisão Reprodução Nos últimos meses, 33 instituições foram excluídas do sistema Pix e outras sete suspensas por falhas em mecanismos de gestão de risco. Além disso, 31 instituições não autorizadas terão até março de 2026 para se adequar às novas normas, sob risco de exclusão. Desde a implementação dessas medidas, não houve novos registros de ataques cibernéticos desde outubro. João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central e um dos responsáveis pelo lançamento do Pix, destacou a importância de manter a percepção pública sobre a segurança do sistema, afirmando que as decisões tomadas pela autoridade monetária são apropriadas e reforçam a necessidade de atenção contínua à segurança cibernética. Novas medidas e inovações previstas Bruno Peres/Agência Brasil O departamento de segurança do Pix, atualmente com nove colaboradores, prevê aumentar para sete funcionários exclusivamente dedicados em 2026. A autoridade monetária planeja ainda desenvolver um “score” de risco de fraude para avaliar transações instantâneas, utilizando técnicas de inteligência artificial e machine learning com dados do DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais). A implementação está prevista apenas para 2027 devido à complexidade do desenvolvimento. Outras prioridades incluem ajustes no botão de contestação do Pix, criado para facilitar pedidos de devolução, que atualmente possuem taxa de ressarcimento inferior a 10%, e regulamentação do Pix no exterior, permitindo maior monitoramento de transações internacionais e identificação dos beneficiários finais, objetivo que deve se estender até 2027. [1] https://abcdoabc.com.br/pix-ganha-bloqueio-preventivo-facilita-reembolso/ [2] https://www.bcb.gov.br/