
O ano de 2025 consolidou-se como um marco na indústria da música [1], apresentando uma safra de lançamentos que equilibraram nostalgia, inovação e o retorno triunfal de gigantes do entretenimento. Entre ritmos latinos, o pop visceral e as raízes da MPB [2], a música provou ser, mais uma vez, o principal termômetro cultural do planeta. Abaixo, detalhamos os projetos mais impactantes que ditaram o tom das rádios e plataformas de streaming.
O domínio latino e a consagração no Grammy
Bad Bunny foi destaque na música latina com o álbum "Debí Tirar Más Fotos" - Divulgação
O porto-riquenho Bad Bunny reafirmou sua soberania global com o álbum "Debí Tirar Más Fotos". O trabalho, que é uma verdadeira carta de amor à cultura caribenha, não apenas dominou os charts, mas também conquistou a crítica especializada. O resultado foi uma performance histórica: cinco prêmios no Grammy Latino e seis indicações ao Grammy Awards de 2026.
O álbum "Coisas Naturais", de Marina Sena, foi destaque na MPB - Reprodução/YouTube
No cenário brasileiro, a diversidade cultural ganhou voz com Marina Sena. Em seu álbum "Coisas Naturais", a artista mineira promoveu uma fusão audaciosa de MPB, funk, arrocha e reggaeton. Hits como "Numa Ilha" e "Lua Cheia" mostram que a música brasileira continua em constante mutação, respeitando as tradições enquanto flerta com o pop global.
Retornos Aguardados e a Reinvenção do Pop
Justin Bieber após longo hiato, surpreendeu a todos com o lançamento de "Swag" - Reprodução/Redes Sociais
Após um longo hiato, Justin Bieber surpreendeu o mercado com "Swag", seu sétimo álbum de estúdio. O impacto foi imediato: o single "Daisies" alcançou a impressionante marca de 8,3 milhões de streams em apenas 24 horas. Este retorno marca uma nova era para o cantor, que não lançava um corpo de trabalho completo desde Justice (2021).
Outro destaque internacional foi Taylor Swift com "The Life of a Showgirl". Com 12 faixas inéditas, Swift abandonou o tom melancólico de projetos passados por uma sonoridade mais solar e otimista, focando na vida de uma artista fora dos holofotes. A capacidade de Taylor em reinventar sua própria música mantém a cantora no topo das discussões globais.
Músicas brasileiras e colaborações históricas
O ano também foi generoso com os ritmos tradicionais. O projeto acústico "Dominguinho", uma colaboração entre João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, foi um dos momentos mais sensíveis de 2025. Ao unir o piseiro à sofisticação do acordeom e do violão, o trio entregou releituras memoráveis, como "Pontes Indestrutíveis", garantindo o prêmio de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa no Grammy Latino.
Já Ana Castela mergulhou de vez em suas origens com "Let's Go Rodeo". O álbum celebra a vida no campo com faixas como "Rodeio no Texas", mas com uma roupagem de produção que visa levar a música sertaneja para o público pop internacional.
Estéticas Disruptivas: De Sabrina Carpenter a Gaby Amarantos
Sabrina Carpenter lançou o álbum "Man's Best Friends", trazendo faixas provocantes - Reprodução
A ousadia marcou o disco "Man's Best Friend", de Sabrina Carpenter. Com letras provocativas em faixas como "Manchild", Carpenter consolidou sua transição para uma artista de peso, acumulando seis indicações ao Grammy. No norte do Brasil, Gaby Amarantos entregou o vibrante "Rock Doido", elevando o tecnobrega e a estética das aparelhagens ao status de arte pop contemporânea, tendo o hit "Foguinho" como carro-chefe das pistas.
Vulnerabilidade e Retorno aos Palcos
Lady Gaga trouxe o aguardado "Mayhem", álbum que marcou seu retorno ao pop visceral durante sua passagem pelo Brasil. Com "Abracadabra" e "Disease", a "Mother Monster" garantiu sete indicações ao Grammy, provando que sua influência na música eletrônica e pop permanece intacta.
Por fim, a britânica Lily Allen quebrou seu silêncio com "West End Girl". O álbum, composto de forma rápida e intensa, gerou debates acalorados nas redes sociais devido à honestidade brutal de Allen sobre sua vida pessoal e fidelidade, especialmente na faixa "Madeline". É um fechamento de ano que mostra que a música em 2025 foi, acima de tudo, um espaço para a verdade e a reinvenção.
[1] https://abcdoabc.com.br/orquestra-sinfonica-musica-brasil-teatro-municipal/
[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/MPB