Mudanças no Imposto de Renda ampliam isenção em 2026

Mudanças no Imposto de Renda ampliam isenção em 2026
Mudanças no Imposto de Renda ampliam isenção em 2026 Desde 1º de janeiro de 2026, milhões de trabalhadores brasileiros passaram a sentir no bolso os efeitos das mudanças no Imposto de Renda [1]. A nova regra entrou em vigor com a Lei nº 15.270/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula [2]da Silva, que ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), criou descontos graduais para rendas intermediárias e aumentou a tributação sobre os mais ricos. Pela nova legislação, contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil ficam totalmente isentos do Imposto de Renda. Já quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passa a contar com descontos progressivos, enquanto rendas acima desse valor não têm benefício. As regras também se aplicam ao 13º salário. Economia no bolso da classe média Marcello Casal Jr./Agência Brasil Segundo cálculos da Confirp Contabilidade, um trabalhador com salário mensal de R$ 5 mil economizará R$ 312,89 por mês no desconto do Imposto de Renda, o que representa R$ 4.067,57 ao ano, considerando o 13º salário. “É quase um salário extra por ano. Porém, devido à progressividade do Imposto de Renda, os ganhos diminuem gradualmente até rendas de R$ 7.350”, explica Welinton Mota, diretor tributário da Confirp. Confira a estimativa de economia anual no Imposto de Renda, segundo a Confirp: R$ 3,4 mil: R$ 354,89 R$ 4 mil: R$ 1.491,89 R$ 5 mil: R$ 4.067,57 R$ 6 mil: R$ 2.336,75 R$ 7 mil: R$ 605,86 R$ 7,35 mil: sem impacto Mais isentos do Imposto de Renda Marcello Casal Jr./ Agência Brasil Estimativas oficiais indicam que 10 milhões de contribuintes deixarão de pagar Imposto de Renda já em 2026. Com isso, 65% dos declarantes do IRPF ficarão isentos, o equivalente a mais de 26 milhões de brasileiros. Na população total, cerca de 87% não pagarão o imposto. Além do impacto econômico, a medida tem peso político ao reforçar a estratégia de redistribuição de renda, em meio às discussões fiscais no Congresso Nacional. Tributação maior para altas rendas O alívio para quem ganha menos será compensado com a criação do Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo (IRPFm), que passa a incidir sobre lucros e dividendos — atualmente isentos. Pela nova regra, lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma pessoa física que ultrapassem R$ 50 mil por mês terão retenção de 10% na fonte. Já lucros acumulados até 2025 continuam isentos, desde que aprovados até 31 de dezembro daquele ano. Também foi instituída uma tributação mínima anual de até 10% para quem recebe acima de R$ 1,2 milhão por ano, considerando rendimentos isentos ou tributados separadamente, com exceções como poupança, LCI, LCA e fundos imobiliários. “A proposta muda significativamente a forma como os lucros distribuídos a pessoas físicas serão tratados no Imposto de Renda”, afirma Richard Domingos, diretor executivo da Confirp. Quem ganha e quem paga a conta Até R$ 5 mil: maior benefício, com economia relevante no Imposto de Renda De R$ 5 mil a R$ 7.350: desconto progressivo Acima de R$ 7.350: sem benefício Empresários e investidores: aumento de carga com tributação de dividendos O governo estima que a desoneração de mais de R$ 31 bilhões por ano será compensada pelo IRPFm, gerando um saldo positivo de R$ 12 bilhões entre 2026 e 2028. “A reforma pode promover justiça fiscal, mas exige planejamento para reduzir impactos sobre rendimentos elevados”, conclui Domingos. [1] https://abcdoabc.com.br/reforma-do-ir/ [2] https://www.instagram.com/lulaoficial/?hl=pt-br