Haddad e Lewandowski preparam saída do governo Lula em 2026

Haddad e Lewandowski preparam saída do governo Lula em 2026
Haddad e Lewandowski preparam saída do governo Lula em 2026 O governo Lula [1] enfrenta sua primeira grande reestruturação ministerial de 2026. Informações de bastidores indicam que Fernando Haddad [2] (Fazenda) e Ricardo Lewandowski (Justiça) já comunicaram ao presidente o desejo de deixar o comando de suas pastas. Enquanto o ministro da Justiça pretende oficializar o desligamento já nesta sexta-feira (9), Haddad estuda um cronograma que se estende até fevereiro, condicionado à resolução de pendências administrativas e orçamentárias. A decisão do ministro da Justiça é atribuída ao desgaste natural após um período intenso de reformas econômicas. Aliados próximos afirmam que o ministro sente ter "cumprido sua missão" na Fazenda e deseja retomar a proximidade com a família em São Paulo. No entanto, sua saída é vista com cautela pelo mercado e pela base aliada, que defende sua permanência até a votação de projetos cruciais no Legislativo. A sucessão na Fazenda e o papel de Haddad nas eleições Com a possível saída de Haddad, o nome de Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, ganha força para assumir o cargo interinamente. No Ministério da Justiça, o substituto imediato deve ser Manoel Carlos de Almeida Neto. A troca de comando ocorre em um momento em que o governo tenta aprovar a "PEC da Segurança", proposta que visa fortalecer a integração entre as forças estaduais e federais. Mesmo fora do ministério, Haddad não deve se afastar da política nacional. Pelo contrário, o ministro possui planos de atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula. Dentro do PT, há uma pressão crescente para que ele considere novos desafios eleitorais em São Paulo, seja em uma disputa ao Governo do Estado ou ao Senado Federal. [Image showing a map of the Esplanada dos Ministérios with the Finance and Justice buildings highlighted] Desafios na transição e a PEC da Segurança A saída coordenada de Haddad e Lewandowski exige uma engenharia política precisa para evitar instabilidade nos mercados e no Congresso. Lewandowski vinha sendo o fiador da PEC da Segurança, e sua saída precoce pode exigir que Haddad atue como articulador político final antes de entregar o posto na Fazenda. Pontos-chave da reforma ministerial: Justiça: Lewandowski sai nesta sexta-feira; foco na transição para Manoel Carlos. Fazenda: Haddad fica até fevereiro para garantir estabilidade administrativa. Interinos: Dario Durigan é o nome técnico para manter a continuidade na economia. Futuro: O foco de Haddad deve migrar para a articulação política e estratégia eleitoral de médio prazo. O legado de Haddad na Fazenda Fernando Haddad deixa a pasta em um momento de consolidação de novas regras fiscais e reformas tributárias. Sua gestão foi marcada pela tentativa de equilibrar as demandas sociais do governo com a responsabilidade fiscal exigida pelo mercado financeiro. A transição para fevereiro permitirá, segundo fontes, uma entrega "limpa" da casa para seu sucessor, mantendo a credibilidade da política econômica brasileira. [1] https://abcdoabc.com.br/lula-sanciona-orcamento-2026-26-vetos/ [2] https://www.instagram.com/fernandohaddadoficial/?hl=pt-br