
O bolso dos pais que buscam material escolar [1] na Baixada Santista [2] deve se preparar para grandes oscilações de preço. Um levantamento minucioso realizado recentemente em Santos e São Vicente revelou que o custo dos itens pode variar de forma alarmante entre estabelecimentos vizinhos. O caso mais crítico identificado pelo Procon-SP foi o de um estojo de caneta hidrográfica, cujo valor saltou de R$ 12,90 para R$ 24,80 — uma diferença de impressionantes 92% em um produto básico.
A fiscalização analisou 63 produtos diferentes e constatou que 11 itens essenciais apresentaram variações superiores a 50%. Com o início do ano letivo previsto para o final de janeiro, a recomendação é uma pesquisa de preços rigorosa para evitar gastos desnecessários com o material escolar das crianças e adolescentes.
Itens sob a lupa da fiscalização na Baixada Santista
O estudo abrangeu uma lista extensa para garantir que nenhum produto ficasse de fora da análise. Entre os itens que apresentaram as maiores oscilações de valores no litoral paulista, destacam-se:
Escrita e Desenho: Lápis de cor, grafite, canetas esferográficas e hidrográficas;
Papelaria e Organização: Cadernos de diversos modelos, apontadores, borrachas e réguas;
Acessórios de Artes: Giz de cera, massa de modelar, colas e tesouras;
Uso diário: Corretivos em fita, marca-textos e papel sulfite.
O relatório completo serve como um guia estratégico para quem deseja encontrar o melhor preço em cada material escolar. Especialistas indicam que a economia acumulada ao final da compra pode representar uma redução significativa no orçamento familiar de janeiro.
Direitos do consumidor na compra do material escolar
Além dos preços, é fundamental conhecer as regras sobre o que pode ser exigido na lista de material escolar. De acordo com a Lei nº 12.886/2013, as instituições de ensino são proibidas de exigir qualquer item que seja destinado ao uso coletivo. Produtos de escritório, limpeza ou papel sulfite em grandes quantidades não devem ser custeados pelos pais, pois são insumos de responsabilidade da escola.
Também é importante verificar as condições de pagamento ao adquirir o material escolar. Muitos estabelecimentos oferecem descontos para transações via Pix ou dinheiro, mas o valor de cada mercadoria deve estar sempre exposto de forma clara e visível nas gôndolas, facilitando a conferência pelo consumidor.
5 Dicas para economizar na volta às aulas em 2026
Inventário: Antes de sair às compras, veja qual material escolar do ano passado ainda possui condições de uso;
Marcas Simples: Muitas vezes, produtos sem licenciamento de personagens famosos custam até 40% menos e possuem a mesma qualidade técnica;
Compra em Grupo: Adquirir o material escolar em atacado com outros pais costuma gerar descontos generosos em grandes papelarias;
Internet vs. Loja Física: Compare o preço em sites, mas considere sempre o valor do frete e o prazo de entrega para não perder o início das aulas;
Exija Nota Fiscal: Ela é a sua única garantia jurídica caso qualquer material escolar apresente defeito de fabricação.
Com a volta às aulas se aproximando, a transparência nos preços é a melhor ferramenta para proteger o consumidor e garantir que os estudantes tenham tudo o que precisam sem comprometer as finanças da casa.
[1] https://abcdoabc.com.br/creditos-material-uniforme-escolar-liberados-sp/
[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Metropolitana_da_Baixada_Santista