Estados Unidos anunciam saída de 66 organizações internacionais

Estados Unidos anunciam saída de 66 organizações internacionais
Estados Unidos anunciam saída de 66 organizações internacionais O governo de Donald Trump oficializou, nesta quarta-feira (7), a retirada dos Estados Unidos [1] de 66 organizações e mecanismos internacionais. A medida, que representa um dos maiores movimentos isolacionistas da história moderna, atinge 31 entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU [2]) e outras 35 instituições independentes. Segundo o comunicado oficial da Casa Branca, essas organizações operam de forma contrária aos interesses estratégicos e econômicos dos americanos. A justificativa central para o corte de financiamento e envolvimento é a proteção da soberania. O governo afirmou que muitas dessas entidades promovem "políticas climáticas radicais e programas ideológicos" que prejudicam a força dos Estados Unidos. "O dinheiro do contribuinte será melhor alocado para apoiar missões que sejam de fato relevantes para as nossas prioridades", declarou a presidência. Alvos principais: Clima, Direitos Humanos e Governança Global A lista de retirada dos Estados Unidos inclui órgãos de peso científico e político, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas. O governo já havia sinalizado desconforto com metas ambientais que, em sua visão, limitam a produção industrial e energética do país. Além da pauta ambiental, a saída atinge braços sociais e de direitos humanos, como a ONU Mulheres e o Fundo de População da ONU. Reafirmando a postura adotada no primeiro mandato de Trump, o país também se afasta de órgãos que, segundo Washington, apresentam viés ineficiente ou contrário a aliados estratégicos, mencionando o Conselho de Direitos Humanos e a UNRWA. Lista de organizações impactadas pela decisão A revisão dos Estados Unidos foi implacável com comissões regionais e fóruns de cooperação técnica. Abaixo, destacamos algumas das principais entidades afetadas: Órgãos Não Pertencentes à ONU Comissão de Veneza (Conselho da Europa); Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA); Instituto Interamericano de Pesquisa em Mudanças Globais; Coalizão Liberdade Online. Entidades Vinculadas à ONU ONU Mulheres (Igualdade de Gênero); ONU Água e ONU Oceanos; UN-Habitat (Assentamentos Humanos); Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Impacto na Força Econômica dos Estados Unidos Para a Casa Branca, o envolvimento em fóruns como o Fórum Global sobre Migração e o Pacto de Energia Sem Carbono drenava recursos sem retorno prático para o cidadão americano. A nova diretriz estabelece que os Estados Unidos priorizarão acordos bilaterais e parcerias onde a soberania nacional não seja diluída por pautas globalistas. A decisão de hoje não afeta apenas o financiamento, mas retira a voz diplomática dos Estados Unidos em mesas onde se discutem desde padrões de segurança cibernética até a preservação de patrimônios culturais (ICCROM). Analistas indicam que este vácuo de poder poderá ser preenchido por outras potências, como a China, mudando definitivamente o eixo da governança mundial neste início de 2026. Com esta ruptura, os Estados Unidos reafirmam a promessa de campanha de colocar as prioridades internas acima de compromissos internacionais considerados "ineficazes ou ideológicos", marcando um novo capítulo na diplomacia do século XXI. [1] https://abcdoabc.com.br/estados-unidos-assumira-venda-petroleo-venezuelano/ [2] https://news.un.org/pt/