
O impacto no bolso começa agora: as contas de água da Sabesp [1] sofrerão um reajuste de 6,11% a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026. A medida atinge diretamente milhões de consumidores no estado de São Paulo e marca o início do novo ciclo tarifário do ano.
Segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a alteração não representa um aumento real nos custos. O governo trata o percentual como uma atualização necessária para repor a inflação acumulada nos últimos 16 meses.
Como o aumento nas contas de água afeta seu bolso
A mudança nos valores foi ratificada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) em dezembro. Na prática, o custo por mil litros sobe consideravelmente para a faixa de consumo residencial mais comum.
Confira os novos valores para quem consome entre 11m³ e 20m³ mensais:
Valor anterior: R$ 6,01 por mil litros.
Valor atualizado: R$ 6,40 por mil litros.
Essa alteração nas contas de água reflete diretamente no orçamento familiar, exigindo maior controle do consumo para evitar surpresas no final do mês.
Privatização e argumentos do governo
O Palácio dos Bandeirantes defende que a correção está estritamente alinhada ao contrato de privatização da Sabesp [2]. Um ponto enfatizado pela gestão estadual é a comparação com o cenário anterior à desestatização.
Se a companhia ainda fosse inteiramente estatal, o reajuste aplicado nas contas de água seria 15% superior ao índice atual, segundo cálculos do governo. A promessa de Tarcísio de Freitas era manter os aumentos restritos a índices previamente acordados.
Em nota oficial, o governo paulista reforçou a natureza inflacionária do ajuste:
"A deliberação dos novos valores prevê apenas a reposição inflacionária do IPCA acumulado entre julho de 2024 e outubro de 2025."
O futuro da tarifa e transparência
O modelo tarifário vigente considera a inflação acumulada nos primeiros 16 meses após a privatização. Daqui para frente, as revisões das contas de água ocorrerão em ciclos de 12 meses.
Outra novidade é a introdução do conceito de "tarifa de equilíbrio". Esse mecanismo visa refletir os investimentos realizados pela companhia, que serão auditados pela Arsesp.
A expectativa é que as novas diretrizes tragam eficiência. No entanto, o consumidor paulista deve permanecer atento às próximas faturas e à qualidade do serviço prestado após o encarecimento das contas de água.
[1] https://abcdoabc.com.br/sabesp-supera-metas-aguas-esgoto-apos-privatizacao/
[2] https://sabesp.com.br/