Conselho de Meio Ambiente suspende corte e cobra apuração sobre remoção de árvores no Cambuí, em Campinas

Árvores ficam na Rua Coronel Quirino, na esquina com a Rua Carlos Guimarães, no Cambuí Reprodução/Instagram/Resgate o Cambuí Após o corte de uma magnólia-amarela na Rua Coronel Quirino, no Cambuí, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) de Campinas (SP) suspendeu o corte de uma sibipiruna no mesmo local e solicitou à Prefeitura a abertura de um processo para investigar o caso. A resolução 08/2025, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (6), é baseada no relatório técnico da Câmara Técnica de Arborização (CTA), que constatou que a sibipiruna está em bom estado e que a remoção da magnólia ocorreu sem justificativa adequada. A magnólia-amarela foi retirada em 3 de novembro. Segundo o relatório da CTA, a árvore estava saudável e não havia razão técnica para sua remoção. A prefeitura, no entanto, diz que ambas as árvores apresentaram “comprometimento, com broca e cupim, e risco de queda”. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu liminar favorável à Prefeitura de Campinas para suspender os efeitos da resolução nº 03 do Comdema, que obrigava a administração a pedir autorização para intervir na arborização urbana. Prefeitura x Comdema: Justiça libera Campinas de pedir autorização ao Conselho para cortar árvores Corte, poda ou retirada: ligações que envolvem árvores lideram chamadas no 156 em Campinas Prefeitura avalia providências Em nota, a administração municipal disse que tomou ciência do conteúdo da resolução nesta quinta e “encaminhou o assunto à Procuradoria do Município para avaliação e adoção das providências jurídicas e administrativas cabíveis”. “A Resolução, editada pelo presidente do Condema, não foi submetida à deliberação dos conselheiros do órgão”, complementou. Além disso, destacou que as árvores retiradas serão substituídas por espécies saudáveis e adequadas ao local. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
