
São Paulo consolida seu papel de liderança na saúde nacional com a seleção de 31 instituições pelo Ministério da Saúde para novos projetos estratégicos. O anúncio oficial confirma que o estado será um dos principais polos para o desenvolvimento de iniciativas vitais nas áreas de oncologia e no cuidado à pessoa com deficiência (PCD).
Ao todo, o governo federal selecionou 184 entidades em 22 estados e no Distrito Federal. A autorização permite a captação de até R$ 652 milhões para financiar ações de prevenção, combate ao câncer e promoção da acessibilidade.
Distribuição dos projetos no estado
A lista de contemplados abrange tanto a capital quanto o interior. Das instituições selecionadas em São Paulo [1], 19 atuarão no Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e 12 no Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).
Cidades como Marília, Ribeirão Preto e Barretos figuram entre os destaques regionais. Na capital, a Casa de Saúde Santa Marcelina está entre as escolhidas para executar os recursos. Essas aprovações integram a estratégia do "Agora Tem Especialistas", que visa reduzir filas e ampliar o atendimento especializado em São Paulo.
Foco assistencial e pesquisa
Para o ciclo de 2025, as instituições brasileiras tiveram 188 projetos aprovados. A grande maioria concentra-se na assistência direta ao paciente:
163 projetos focados em serviços médico-assistenciais.
17 projetos voltados à formação e treinamento de recursos humanos.
8 projetos direcionados a pesquisas clínicas e epidemiológicas.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, reforça que os programas respondem às demandas urgentes da sociedade, fortalecendo a rede de atendimento em São Paulo e no restante do país.
"No âmbito do Pronon, os projetos estão direcionados à ampliação do acesso a exames diagnósticos e tratamentos. Já o Pronas/PCD responde às demandas emergentes. Um exemplo é a crescente apresentação de propostas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)."
Como as instituições de São Paulo captam recursos
O modelo de financiamento dessas iniciativas baseia-se na solidariedade fiscal. Os projetos não recebem verba direta do orçamento da União, mas sim através de doações dedutíveis do Imposto de Renda. Pessoas físicas e jurídicas podem destinar 1% do imposto devido para cada programa.
Essa mecânica permite que contribuintes de São Paulo direcionem parte de seus impostos para hospitais e fundações locais, garantindo que o recurso fique na região e beneficie a comunidade próxima.
Os limites anuais de captação foram definidos em R$ 473,9 milhões para a oncologia e R$ 165,9 milhões para a saúde da pessoa com deficiência. As doações para este ciclo podem ser realizadas entre dezembro de 2025 e novembro de 2026. Com a iminente abertura das contas bancárias específicas, as entidades poderão iniciar a execução das melhorias, reafirmando São Paulo [2] como referência em gestão de saúde e inclusão social.
[1] https://abcdoabc.com.br/mpox-segundo-caso-confirmado-estado-de-sp/
[2] https://saude.sp.gov.br/