Pesquisa NVIDIA revela tendências de IA no varejo para 2026

Pesquisa NVIDIA revela tendências de IA no varejo para 2026
Pesquisa NVIDIA revela tendências de IA no varejo para 2026 A IA no varejo transformou-se no principal motor de eficiência operacional e personalização para o setor de bens de consumo em 2026. Dados recentes da 3ª edição do relatório "Estado da IA no Varejo e em Bens de Consumo Embalados", organizado pela NVIDIA [1], confirmam que a tecnologia deixou a fase experimental para se tornar um imperativo de negócios. A pesquisa indica uma maturação acelerada, onde a inteligência artificial não apenas prevê demandas, mas executa ações autônomas. O estudo aponta que nove em cada dez varejistas planejam aumentar seus orçamentos dedicados à tecnologia no próximo ano. O foco desses investimentos mudou. Agora, a prioridade recai sobre modelos de software de código aberto, inteligência artificial física e agentes autônomos capazes de tomar decisões em tempo real. Para manter a competitividade, compreender como aplicar a IA no varejo tornou-se mais vital do que apenas decidir pelo investimento. Os números apresentados no relatório são contundentes sobre o impacto financeiro e operacional: 91% das empresas utilizam ativamente ou avaliam soluções de inteligência artificial. 95% relataram redução de custos anuais, com 37% citando cortes superiores a 10%. 89% afirmaram que a tecnologia ajudou a aumentar a receita anual. 54% observaram aumento na produtividade dos colaboradores. “O retorno dos investimentos em IA se torna cada dia mais perceptível, o que incentiva investimentos futuros, mas acima disso, transforma para melhor e completamente a lógica do mercado.” — Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA [2] para América Latina. A estratégia de código aberto e a IA no varejo A flexibilidade é a nova moeda de troca no setor. O relatório destaca que 79% dos entrevistados consideram modelos de código aberto importantes para suas estratégias. Essa abordagem permite que as equipes adaptem algoritmos aos seus dados proprietários, garantindo governança robusta sem depender exclusivamente de fornecedores externos. Ao adotar soluções de código aberto para implementar a IA no varejo, as empresas conseguem escalar inovações rapidamente. Ecossistemas abertos facilitam a integração com fluxos de trabalho já existentes, eliminando barreiras técnicas que antes travavam a modernização. “Eles tinham os modelos, mas não detinham o controle total sobre eles. O código aberto muda esse cenário, permitindo que os varejistas aproveitem seus dados proprietários e evitem a dependência de fornecedores.” — Jason Goldberg, diretor de estratégia de comércio do Publicis Groupe. A necessidade de personalização extrema impulsiona essa mudança. Assistentes de compras digitais e a localização dinâmica de produtos exigem sistemas que aprendam e evoluam com a velocidade do comportamento do consumidor. Agentes autônomos e o futuro das operações Uma das tendências mais disruptivas apontadas é a ascensão dos agentes de IA. Diferente de ferramentas passivas que apenas analisam dados, estes agentes executam tarefas complexas. Cerca de 47% das empresas já utilizam ou avaliam essa tecnologia para otimizar a aplicação da IA no varejo em suas operações diárias. Os objetivos para a implementação destes agentes são claros entre os executivos entrevistados: 57% buscam aumento de velocidade e eficiência nos processos. 40% visam melhorar a experiência e personalização para o cliente. 40% focam na tomada de decisões baseada em dados em tempo real. Na prática, isso significa sistemas que reequilibram estoques automaticamente, realizam precificação dinâmica e negociam com fornecedores sem intervenção humana constante. A automação sai do campo teórico para resolver problemas de perdas e lucros de forma tangível. “O impacto verdadeiramente disruptivo da IA ativa atingirá primeiro as cadeias de suprimentos e operações do varejo, porque é aí que o retorno sobre o investimento é mensurável.” — Chris Walton, co-CEO da Omni Talk. Desafios logísticos e IA física A cadeia de suprimentos enfrenta uma pressão sem precedentes. Instabilidade geopolítica e escassez de mão de obra fizeram com que 64% dos entrevistados relatassem um aumento nos desafios logísticos. Nesse cenário, a IA no varejo atua como um escudo de resiliência, permitindo previsões de demanda granulares, focadas no nível da loja e do cliente individual, não apenas em regiões amplas. A "IA física" — uso de robótica e sensores inteligentes em armazéns e lojas — ganha terreno, com 17% de adoção ou avaliação. Essa tecnologia promete não apenas automatizar tarefas repetitivas, mas oferecer rastreabilidade total e transparência, fatores exigidos por 38% dos líderes do setor. Para garantir a liderança de mercado nos próximos anos, a integração profunda e estratégica da IA no varejo será o diferencial definitivo entre as empresas que crescem e as que apenas sobrevivem. [1] https://abcdoabc.com.br/jensen-huang-ceo-nvidia-medalha-de-honra-ieee-2026/ [2] https://www.nvidia.com/pt-br/drivers/