Santo André expande agrofloresta em mutirão sustentável

Santo André expande agrofloresta em mutirão sustentável
Santo André expande agrofloresta em mutirão sustentável A agrofloresta urbana localizada no Quintal Verde Ana Maria [1] foi ampliada neste sábado (17) durante um mutirão que uniu poder público, sociedade civil e setor privado em Santo André [2]. O novo espaço de educação ambiental, situado no Jardim Ana Maria — no limite estratégico com São Paulo e Mauá —, recebeu reforço em sua estrutura verde para se consolidar como um polo de sustentabilidade. O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, ressaltou que a iniciativa é uma resposta direta aos eventos extremos atuais. Para o gestor, "verdejar a cidade" é um desafio urgente para o controle do microclima urbano, tornando Santo André mais resiliente para enfrentar as consequências das mudanças climáticas que afetam, prioritariamente, as populações em situação de vulnerabilidade. Biodiversidade e o Conceito de Florestas Produtivas Durante a ação da agrofloresta, foram plantadas 90 mudas de espécies nativas, frutíferas e medicinais, incluindo pitanga, uvaia, araçá-do-campo, manacá-da-serra e sabão-de-soldado. O plantio foi promovido pelo Instituto Nova Era (INE) em parceria com a Petrobras, integrando o projeto "Florestas Produtivas na Bacia do Tamanduateí". A implementação de uma agrofloresta urbana vai além do simples plantio de árvores; trata-se de um sistema de cultivo que mimetiza o funcionamento da floresta natural. Segundo Viviane Mendonça, coordenadora da iniciativa, o foco do trabalho na região é criar canteiros que integrem diferentes extratos vegetais, garantindo produção de alimentos e recuperação do solo de forma simultânea. O Legado de 20 Anos de Cultivo no Jardim Ana Maria A história deste espaço de agrofloresta está intimamente ligada ao trabalho do munícipe Mário Naves Camargo Pedroso, de 62 anos. Há duas décadas, o aposentado deu início ao que hoje é o Quintal Verde, plantando inicialmente uma muda de abacate. Com o tempo, o sistema ganhou complexidade com a introdução de laranja, mexerica, graviola, limão, cúrcuma, figo, manga e acerola. "Para mim, este espaço representa tudo. Ver o que eu fiz ser preservado pelo poder público me deixa muito feliz", celebra Mário. O projeto atual, coordenado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), busca justamente valorizar essa participação popular, transformando áreas degradadas em referências para agricultores urbanos e para a sociedade civil. Educação Ambiental e Inclusão Social O Quintal Verde Ana Maria foi projetado para ser um ecossistema completo de sustentabilidade. Além da área de agrofloresta, o equipamento contará com: Canteiros espirais de ervas medicinais e aromáticas; Viveiro e área de rustificação de mudas; Pátio de compostagem e o projeto Baldinho Verde, que permite a troca de resíduos orgânicos por hortaliças ou biofertilizantes. Outro ponto crucial do projeto é a vertente social. Através da parceria com o grupo "Mulheres e Mães Jardineiras", o espaço servirá como base para fortalecer mulheres em vulnerabilidade e mães atípicas. A pedagoga Margareth Suzano Di Cicco explica que o cultivo de ervas como cidreira, camomila e tomilho será uma ferramenta de capacitação e apoio comunitário. Complementando as ações, o projeto inclui a despoluição e recuperação do Córrego Cândido Camargo, afluente do Oratório, garantindo que a agrofloresta cumpra seu papel de filtro biológico e proteção das águas urbanas. Com o apoio da Transpetro e demais parceiros, Santo André reafirma seu compromisso com um futuro mais verde. [1] https://abcdoabc.com.br/quintal-verde-ana-maria-participacao-popular/ [2] https://web.santoandre.sp.gov.br/