Novo supercomputador brasileiro trará precisão a alertas de chuva

Novo supercomputador brasileiro trará precisão a alertas de chuva
Novo supercomputador brasileiro trará precisão a alertas de chuva O Brasil oficializou a aquisição de um novo supercomputador para enfrentar a urgência da crise climática atual. Batizado de Jaci, o equipamento chega para revolucionar a meteorologia nacional em um cenário onde a ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, e o professor Paulo Saldiva (USP) alertam para a aceleração do aquecimento global. A máquina promete entregar diagnósticos mais rápidos, vitais para a emissão de alertas precoces. A precisão na previsão do tempo [1] depende da análise das condições atmosféricas momentâneas. Isso exige a coleta massiva de dados — oriundos de estações terrestres e satélites — que monitoram desde a cobertura vegetal e umidade do solo até a velocidade dos ventos. Atualmente, o volume de dados atinge a marca de 40 bilhões de informações. "Esse é um problema gigantesco que enfrentamos atualmente porque esse volume de informações não cabe em um computador comum. As demandas atuais para previsão do tempo já não cabem no supercomputador anterior", explica José Aravequia, coordenador-geral de Ciências da Terra do Inpe [2]. Diante desse gargalo tecnológico, o novo supercomputador torna-se a única ferramenta capaz de processar essa demanda crescente e garantir a segurança ambiental do país. Capacidade técnica do novo supercomputador A frequência e a intensidade de eventos extremos aumentaram drasticamente nos últimos anos. O Brasil testemunhou tragédias recentes, como a tempestade recorde no Rio Grande do Sul em maio de 2024 e o tornado devastador em Rio Bonito do Iguaçu (PR). Para mitigar esses riscos, a tecnologia de ponta é indispensável. O sistema Jaci apresenta especificações robustas que superam largamente a infraestrutura antiga: Poder de processamento: Capacidade computacional seis vezes superior ao antecessor. Armazenamento: Espaço para guardar vinte vezes mais dados. Investimento inicial: Aporte estimado em R$ 30 milhões. Com essa arquitetura, o novo supercomputador consegue refinar a malha de previsão. Aravequia destaca que o sistema agora processa dados necessários para antecipar fenômenos severos, os quais exigem detalhamento espacial e temporal minucioso para evitar perdas humanas e materiais. Futuro da modelagem climática no Brasil A implementação desta tecnologia é apenas a primeira etapa do projeto "Renovação da Infraestrutura de Supercomputação". A iniciativa visa modernizar o Centro de Dados Científicos do Inpe, com um orçamento total previsto de R$ 200 milhões. O projeto também integra práticas de sustentabilidade operacional: Tratamento e reúso de água das lagoas do Inpe. Instalação de usina fotovoltaica para geração de energia limpa. Até 2028, a infraestrutura será expandida para monitorar a qualidade do ar e a concentração de gases de efeito estufa. Essas métricas permitirão ao governo quantificar emissões com exatidão. Assim, o novo supercomputador consolida-se não apenas como uma ferramenta de previsão, mas como o pilar central da estratégia brasileira de adaptação às mudanças climáticas. [1] https://abcdoabc.com.br/previsao-do-tempo-ano-novo-em-todo-o-brasil/ [2] https://www.gov.br/inpe/pt-br