
O Impostômetro [1] baterá a marca histórica de R$ 3,98 trilhões nesta quarta-feira (31), encerrando 2025 com arrecadação recorde. Instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP [2]), o painel contabiliza o total de taxas, contribuições e tributos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, englobando também multas e juros.
Houve um salto expressivo de 10,56% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2024, a ferramenta registrou o montante de R$ 3,6 trilhões. Segundo economistas da entidade, o resultado reflete o aquecimento da atividade econômica e o peso da inflação sobre o consumo.
O que acelerou os números do Impostômetro?
Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, esclarece que o aumento não ocorre por acaso. A estrutura tributária nacional, focada no consumo, faz com que a alta nos preços de bens e serviços eleve automaticamente a arrecadação captada pelo Impostômetro.
"A inflação desempenhou um papel relevante, uma vez que o sistema tributário brasileiro é majoritariamente baseado em impostos sobre o consumo, que incidem diretamente sobre os preços."
Além do cenário macroeconômico, mudanças legislativas específicas foram determinantes para esse crescimento robusto.
Novas taxas e o impacto no bolso do contribuinte
O governo implementou diversas medidas fiscais ao longo do ano para ampliar as receitas. Esses fatores foram cruciais para a elevação dos índices monitorados.
Entre os principais vetores de crescimento da arrecadação, destacam-se:
Tributação de investimentos: Incidência sobre fundos exclusivos e offshores.
Apostas esportivas: Regulamentação e taxação das "Bets".
Comércio eletrônico: Impostos sobre encomendas internacionais, conhecida como a "taxa das blusinhas".
Combustíveis: Retomada da carga tributária sobre o setor.
Benefícios fiscais: Fim do PERSE (setor de eventos) e mudanças nas subvenções estaduais.
Reoneração da folha: Retorno gradual da cobrança sobre salários.
Ajustes de alíquotas: Aumentos pontuais no ICMS e IOF.
Localização e acompanhamento
Quem transita pelo Centro Histórico de São Paulo pode visualizar o painel físico na Rua Boa Vista, 51. O monitoramento contínuo serve como termômetro da carga tributária suportada pela sociedade.
Esse esforço fiscal, somado à dinâmica inflacionária, sinaliza um cenário de arrecadação mais agressiva para o próximo ciclo. Para verificar os valores detalhados por estado e município em tempo real, é possível consultar diretamente o site oficial do Impostômetro.
[1] https://abcdoabc.com.br/reforma-imposto-de-renda-impacta-economia-abc-2026/
[2] https://acsp.com.br