
A fruticultura paulista [1]passa por um processo de modernização que começa muito antes do plantio no campo. No Laboratório de Micropropagação de Tietê, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) [2], a ciência garante que frutas populares como o morango e a banana cheguem ao consumidor com padrão superior. Através de um ambiente controlado, o estado assegura o primeiro passo da cadeia produtiva: a geração de mudas matrizes com alta qualidade genética e total isenção de pragas.
Recentemente, o Governo do Estado entregou a reforma completa desta unidade da CATI, introduzindo tecnologias de ponta, como o sistema de biorreatores. Essa inovação permite aumentar a eficiência produtiva com menor custo operacional, consolidando o laboratório como um pilar estratégico para a competitividade da fruticultura em solo paulista.
O poder das mudas micropropagadas na fruticultura moderna
As mudas micropropagadas são, essencialmente, clones de alta performance obtidos a partir de plantas-mãe rigorosamente saudáveis. A técnica permite a multiplicação acelerada de espécies idênticas em condições estéreis, o que elimina o risco de doenças que frequentemente assolam as lavouras tradicionais.
Segundo Laura Becker, diretora técnica da unidade, o trabalho foca em espécies comerciais com matrizes registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). "A capacidade atual é de 120 mil mudas por ano, mas a expectativa é de ampliação imediata, especialmente para suprir a demanda crescente por mudas de banana", explica. Após o estágio em laboratório, as plantas enfrentam um período de aclimatação em estufas, garantindo que cheguem ao produtor rural prontas para prosperar no microclima de São Paulo.
Crédito de R$ 3 milhões para fortalecer a produção de morango
Como braço financeiro dessa estratégia de fomento à fruticultura, a SAA anunciou a liberação de R$ 3 milhões via Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). O recurso é destinado especificamente ao cultivo de morango, permitindo que produtores invistam em infraestruturas essenciais como estufas, túneis e sistemas modernos de irrigação.
As condições do financiamento são altamente competitivas para o setor:
Produtores Pessoa Física: Crédito de até R$ 250 mil.
Pessoas Jurídicas: Até R$ 500 mil.
Associações e Cooperativas: Limite de R$ 800 mil.
O prazo de pagamento estende-se por até 84 meses, com carência de um ano. Além disso, os produtores podem utilizar até 30% do valor contratado para o custeio da safra, incluindo a aquisição das mudas certificadas produzidas pela própria rede da CATI.
Como acessar o apoio técnico e financeiro em SP
Para o produtor que deseja elevar o nível de sua produção na fruticultura, o caminho é procurar as Casas da Agricultura da CATI ou as unidades do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp). Nesses locais, é possível obter a orientação necessária para o projeto técnico exigido pelo Feap e encomendar as mudas de alta tecnologia.
A integração entre pesquisa laboratorial e crédito facilitado desenha um cenário promissor para o campo. Ao garantir material vegetal confiável e recursos para infraestrutura, São Paulo não apenas protege suas lavouras contra doenças, mas também assegura que o pequeno e o médio produtor tenham ferramentas para competir globalmente, elevando o status da fruticultura nacional.
[1] https://abcdoabc.com.br/fruticultura-paulista-exporta-mais-de-us-250-milhoes/
[2] https://agricultura.sp.gov.br/