
A virada de ano costuma representar um recomeço, mas para uma parcela significativa da população, as dívidas [1] acumuladas em 2025 continuarão presentes no orçamento. Um levantamento recente realizado pela fintech meutudo [2], abrangendo 5.143 participantes, revelou que 31% dos brasileiros possuíam débitos em aberto até o mês de outubro.
Este cenário gera um sinal de alerta para o planejamento financeiro do próximo ciclo. De acordo com o estudo, entre as pessoas que possuem dívidas, 38% não têm certeza se conseguirão liquidar os valores antes do término de 2025. Outros 25% já projetam a regularização apenas para os meses de 2026.
Estratégias para a saúde financeira
Para enfrentar o problema, as famílias estão adotando medidas de contenção. Cerca de 51% dos entrevistados pretendem reduzir gastos imediatos nos próximos meses, enquanto 22% planejam renegociar os débitos ou substituir contratos atuais por modalidades de crédito com taxas de juros mais atrativas.
O CEO da meutudo, Marcio Feitoza, destaca que o primeiro trimestre é o período ideal para retomar as rédeas do orçamento e evitar que o efeito bola de neve comprometa o ano inteiro:
"Antes de pensar em novos planos ou objetivos, é fundamental entender exatamente quais são as dívidas, quanto elas custam em juros e como elas impactam o orçamento mensal. Organização e informação fazem toda a diferença nesse processo."
Guia prático para a reorganização das contas
Para auxiliar na transição para um ano financeiramente equilibrado, o especialista sugere quatro passos fundamentais para gerir as dívidas:
Mapeamento detalhado: Organize uma lista completa contendo valores nominais, taxas de juros e prazos de vencimento. É vital identificar quais dívidas possuem encargos mais elevados, como o cartão de crédito e o cheque especial, para priorizar o pagamento.
Busca por juros reduzidos: Avalie a troca de débitos caros por opções mais baratas. O crédito consignado, por exemplo, é uma alternativa eficiente por oferecer parcelas previsíveis que não sufocam o orçamento mensal.
Negociação ativa: O contato direto com as instituições financeiras pode resultar em alongamento de prazos ou descontos expressivos para a quitação à vista, aliviando o fluxo de caixa.
Consumo consciente de crédito: Mesmo ao utilizar linhas de crédito mais acessíveis, a contratação deve ser rigorosamente planejada para que a parcela caiba no bolso sem comprometer despesas essenciais.
[1] https://abcdoabc.com.br/endividamento-sao-paulo-recua-mercado-aquecido/
[2] http://meutudo.com.br/