
A CipTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) consolidou-se em 2025 como uma ferramenta essencial de inclusão social. O Governo de São Paulo encerrou o ano atingindo a marca histórica de 130 mil documentos emitidos, uma iniciativa liderada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).
Este volume expressivo de emissões integra as diretrizes do Plano Estadual Integrado (PEI). Lançada originalmente em abril de 2023, a estratégia tem como propósito central ampliar o suporte, assegurar direitos e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos a este público. Somente ao longo de 2025, foram contabilizadas 44.925 novas emissões em todo o território paulista.
Ferramenta de cidadania e respeito
A posse do documento vai muito além de uma estatística governamental. A CipTEA atua diretamente na redução de barreiras cotidianas, facilitando a identificação imediata e o acesso a atendimento prioritário em estabelecimentos públicos e privados.
Segundo Marcos da Costa, secretário da pasta, o impacto na vida das famílias é tangível:
“Com mais de 130 mil carteiras emitidas, vemos o impacto positivo dessa iniciativa na vida das pessoas com TEA e de suas famílias. Relatos mostram que a CipTEA tem facilitado o atendimento em estabelecimentos públicos e privados. É uma ferramenta de cidadania, que assegura o respeito às necessidades e individualidades.”
CipTEA e o fortalecimento da rede de acolhimento
A emissão gratuita deste documento representa um avanço significativo na garantia de direitos. O registro nasceu do Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (PEIPTEA), desenhado para fomentar a autonomia e garantir que o tratamento adequado chegue a quem precisa.
O compromisso do Estado com a pauta autista também se reflete na infraestrutura. Além da expansão da CipTEA, 2025 marcou a inauguração do Centro TEA Paulista [1] em junho. Com apenas seis meses de operação, o equipamento já realizou 3.297 atendimentos, beneficiando 792 pessoas e tornando-se referência no acolhimento de familiares e diagnosticados.
Como solicitar o documento digital ou físico
O processo para obtenção da identificação foi desburocratizado para atender à demanda crescente. Interessados podem realizar o pedido de duas formas:
Digital: Através do portal oficial ciptea.sp.gov.br [2]
Presencial: Em uma das mais de 240 unidades do Poupatempo distribuídas pelo estado.
Para concluir o cadastro, é obrigatória a apresentação de um laudo médico que comprove o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, juntamente com os documentos pessoais do beneficiário e do responsável legal.
A manutenção dessa política pública reforça o compromisso de São Paulo com a acessibilidade. Ao garantir a identificação correta através da CipTEA, o estado dá um passo decisivo para assegurar que a inclusão saia do papel e se torne realidade diária.
[1] https://abcdoabc.com.br/pessoas-com-tea-orientacoes-durante-festas/
[2] https://ciptea.sp.gov.br/