Brasileira é premiada no maior evento de biogás do mundo

Brasileira é premiada no maior evento de biogás do mundo
Brasileira é premiada no maior evento de biogás do mundo A brasileira Leidiane Ferronato Mariani, CEO da Amplum Biogás, foi premiada na categoria “Women in Biogas” no AD and Biogas Industry Awards 2025 [1], promovido pela Anaerobic Digestion and Bioresources Association (ADBA) em parceria com a World Biogas Association (WBA). A cerimônia, realizada em 9 de julho, em Birmingham, Reino Unido, reuniu lideranças globais para reconhecer projetos e profissionais que estão moldando o futuro da bioenergia. A distinção ressalta o papel de Leidiane como uma das principais vozes do biogás e do biometano na América Latina. Com mais de quinze anos de atuação no setor, ela tem sido protagonista em iniciativas que unem inovação tecnológica, sustentabilidade e inclusão social, ações que apoiam o desenvolvimento científico e mercadológico nacional, consolidando o Brasil como referência internacional na área. Brasil com reconhecimento internacional “A premiação é um reconhecimento coletivo, que valoriza não apenas uma trajetória individual, mas a força de uma rede de pessoas comprometidas com a transformação do setor de resíduos e energia por meio do biogás e do biometano no Brasil e no mundo”. Para Mariani, o reconhecimento internacional reforça o papel estratégico do Brasil no avanço das soluções de bioenergia e evidencia como as lideranças locais estão influenciando políticas, tecnologias, práticas de inclusão e desenvolvimento socioeconômico. A contribuição de Leidiane vem de quase 15 anos no setor. LEIA MAIS: Bebedouro terá maior usina de biogás do mundo com resíduos cítricos [2] O prêmio Women in Biogas reconhece a capacidade de liderança e visão estratégica feminina. O Brasil também teve outros importantes destaques no AD and Biogas Industry Awards 2025. Outra indicada na mesma categoria foi a engenheira ambiental Daiana Martinez, gerente de Engenharia e Operações do Centro Internacional de Energias Renováveis e Biogás (CIBiogás), com uma década de atuação no setor, marcada pela liderança técnica em projetos de biogás, pelo trabalho com o Projeto GEF Biogás Brasil (implementado pela UNIDO) e pelo compromisso com a capacitação de profissionais e a promoção da representatividade feminina na bioenergia.  Foto: Divulgação/WBA O CIBiogás foi finalista na categoria Pesquisa e Inovação com a Planta Piloto de Hidrocarbonetos Renováveis, um projeto pioneiro que transforma biogás em combustíveis avançados, desenvolvido em parceria com o Itaipu Parquetec e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da GIZ Brasil e da Fundação Araucária.  Entre as empresas brasileiras, também estavam no evento Luciano Figueiredo do Instituto Totum, e Felipe Marques, Diretor de Estratégias de Mercado no CIBiogás, conselheiro na World Biogas Association (WBA) e membro na Task Force 37 da Agência Internacional de Energia (IEA).  Trajetória de impacto no biogás e biometano Natural de Santa Catarina, Leidiane é doutora em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mestre em Gestão Territorial pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e graduada em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também cursou o Master Executive Online em Energias Renováveis pela Escola de Organização Industrial, na Espanha. Ao longo de sua carreira, acumulou ampla experiência em biogás, energias renováveis, resíduos e sustentabilidade, com atuação em projetos de planejamento e gestão ambiental e territorial nos setores energético, rural e agroindustrial. É referência no engajamento de stakeholders e em projetos de cooperação nacional e internacional para o desenvolvimento do setor de biogás e para o aproveitamento energético de resíduos. No Itaipu Parquetec e no CIBiogás, entre 2007 e 2018, a engenheira atuou e liderou projetos de P&D e de disseminação de conhecimento. Entre suas contribuições mais relevantes está a participação na criação do BiogasMap e do Panorama do Biogás, estudo pioneiro realizado durante seu doutorado, que consolidou os primeiros dados de mapeamento de usinas de biogás e biometano no Brasil e que hoje é referência anual para o setor. Entre 2015 e 2020, a pesquisadora participou ativamente da RedBioLAC (Red de Biodigestores para Latino America y Caribe), ampliando o alcance com parcerias internacionais, e aprofundando o entendimento sobre os diferentes contextos e desafios do setor na América Latina e Caribe. Como consultora do setor, um marco importante ocorreu entre 2020 e 2022, quando liderou o Brazil Energy Programme (BEP) pelo Instituto 17, uma iniciativa em parceria com os governos do Brasil e do Reino Unido. O projeto definiu caminhos estratégicos para a valorização de resíduos e o desenvolvimento do biogás no país, sendo considerado um divisor de águas para o setor. Mulheres do Biogás A preocupação com a diversidade e a equidade de gênero no setor levou Leidiane a cofundar, em 2021, a rede Mulheres do Biogás, hoje com mais de 500 integrantes e reconhecida globalmente. Sob sua coordenação, a rede promoveu uma série de ações para fortalecer a participação feminina na bioenergia, o que lhe rendeu, em 2023, o título de “Hero of the Year” no mesmo AD and Biogas Industry Awards. Atualmente, ela integra o conselho consultivo do grupo. Em 2022, ao lado de Vanice Nakano, engenheira ambiental, fundou a Amplum Biogás, empresa dedicada à consultoria estratégica, capacitação de profissionais e difusão de conhecimento no setor. Em apenas três anos, a empresa já realizou mais de 15 consultorias técnicas, treinou mais de 250 profissionais, organizou oito webinars e produziu conteúdo técnico e mercadológico disponíveis gratuitamente ao público nas redes sociais da empresa, consolidando-se como referência em comunicação e educação para o biogás e a bioenergia. O mais recente marco em sua carreira foi a consultoria em 2024 para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com ABiogás, Abividro, ÚNICA, Scania, Aspacer, Anfacer e Abrema. O estudo foi realizado pelo consórcio Instituto 17, Amplum Biogás e PSR Energia e tem como objetivo analisar políticas e medidas regulatórias voltadas ao desenvolvimento do setor de biometano no Estado de São Paulo — a região com maior potencial de produção de biogás no Brasil.  Leidiane integra o corpo de consultores do Instituto 17, organização voltada a acelerar o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil, onde contribui com sua experiência técnica e visão estratégica para temas como transição energética e economia circular. [1] https://awards.adbioresources.org [2] https://abcdoabc.com.br/bebedouro-tera-maior-usina-de-biogas-do-mundo-com-residuos-citricos/