
Bolsonaro enfrentará um novo procedimento médico nesta segunda-feira, 29 de dezembro, visando controlar crises persistentes de soluço. O foco da equipe do Hospital DF Star, em Brasília, é realizar um bloqueio no nervo frênico esquerdo, uma intervenção necessária após o paciente não responder adequadamente às terapias medicamentosas convencionais.
Internado na unidade, o ex-presidente apresentou estabilidade clínica após enfrentar um episódio agudo na noite anterior. O boletim médico mais recente, divulgado no domingo (28), confirmou que o quadro está controlado, apesar da oscilação de pressão arterial registrada durante a crise. A equipe optou por essa estratégia invasiva justamente porque outras abordagens falharam em conter o desconforto de Bolsonaro [1].
Detalhes da recuperação de Bolsonaro no hospital
O ex-mandatário encontra-se em fase pós-operatória de uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, realizada na última quinta-feira, 25 de dezembro. Embora a cirurgia tenha sido bem-sucedida, o surgimento de soluços intensos na sexta-feira (26) acendeu o alerta da equipe médica.
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, a crise comprometeu o sono e o repouso de Bolsonaro, exigindo uma resposta rápida. A decisão pelo bloqueio do nervo frênico ocorreu de forma escalonada para garantir a segurança do paciente:
Domingo (28): Realização do bloqueio no nervo do lado direito (bem-sucedido).
Segunda (29): Previsão do bloqueio no lado esquerdo.
Os especialistas evitaram realizar o procedimento bilateral simultaneamente para mitigar riscos de complicações respiratórias, priorizando a estabilidade de Bolsonaro durante o processo.
Estratégia clínica e previsão de alta
O radiologista intervencionista Mateus Saldanha informou que o primeiro procedimento durou cerca de uma hora e teve êxito técnico. Agora, a equipe aguarda a resposta clínica do ex-presidente após a intervenção desta segunda-feira antes de traçar novos planos terapêuticos.
O cirurgião Cláudio Birolini projeta que a internação de Bolsonaro dure entre cinco e sete dias no total. No entanto, o novo procedimento exige um protocolo de segurança específico:
"Após o procedimento de hoje, ele deverá ser monitorado por pelo menos 48 horas. Caso não haja complicações, a alta pode ser concedida em breve."
Além do controle dos soluços, o tratamento hospitalar do ex-presidente inclui sessões de fisioterapia e a aplicação de medidas preventivas rigorosas contra trombose venosa.
A internação original foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF [2]), atendendo a um pedido da defesa. Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reiterou que os soluços representam uma das principais preocupações atuais no quadro de saúde de Bolsonaro.
[1] https://abcdoabc.com.br/flavio-bolsonaro-alianca-mercado-marcal/
[2] https://portal.stf.jus.br