
A temporada de despedida ganha contornos decisivos na Austrália. A WSL [1] assistiu à imposição técnica de Alejo Muniz nas águas clássicas de Bells Beach. O catarinense derrotou o americano Cole Houshmand e carimbou seu passaporte para as oitavas de final da etapa.
Muniz somou 11,56 pontos. Ele demonstrou uma leitura impecável em um mar difícil e inconstante. Uma onda pequena rendeu a vantagem inicial na bateria. Minutos depois, uma sequência de rasgadas agressivas cravou a nota 6,23, liquidando as chances de virada do adversário.
Alejo Muniz (BRA): 5,33 + 6,23 = 11,56
Cole Houshmand (EUA): 3,13 + 4,50 = 7,63
A vitória fortalece o esquadrão nacional na WSL. O surfista de 36 anos fará companhia a Miguel Pupo. Pupo despachou o australiano Joe Vaughan com um somatório expressivo de 14,17 pontos, assegurando sua permanência na competição e mantendo a bandeira brasileira no topo.
Queda dramática de Chumbinho na WSL
O mar virou para outro forte candidato do Brasil. João Chianca, o Chumbinho, amargou uma eliminação precoce. Ele caiu diante de Jake Marshall, revivendo o fantasma de sua derrota para o mesmo oponente no ano anterior na mesma praia.
As condições instáveis cobraram um preço alto. Ondas espaçadas ditaram um ritmo lento e punitivo. Chumbinho precisava de um 5,96 nos instantes finais e arriscou manobras críticas em uma série de rasgadas.
A decisão final dividiu a bancada de juízes. Dois avaliadores entregaram notas acima de 6, mas a maioria reduziu a média. A nota oficial sepultou a classificação por exatos 19 décimos.
Jake Marshall (EUA): 5,83 + 5,00 = 10,83
Chumbinho (BRA): 4,87 + 5,77 = 10,64
Novo formato implacável da WSL para 2026
A Liga Mundial de Surfe extinguiu as baterias de repescagem. A pressão pela sobrevivência domina a primeira sirene de cada etapa a partir do novo ciclo. Surfistas com posições superiores no ranking anterior garantirão passe livre para a segunda fase, empurrando os adversários de baixo escalão para duelos eliminatórios imediatos.
O tabuleiro oficial de competidores sofreu ajustes técnicos rigorosos para a temporada regular:
Categoria Masculina: 32 atletas fixos, dois convites anuais da temporada e dois wildcards por evento.
Categoria Feminina: 21 vagas permanentes, duas convidadas globais e um convite local específico por etapa.
O sistema de coroação abandonou as finais de tiro curto. O campeão mundial sairá por pontos corridos em um circuito longo e exaustivo de 12 etapas.
O funil competitivo aperta após o nono evento do calendário. Sobram apenas os 22 melhores homens e as 14 melhores mulheres para o trecho final do ano. O título máximo da WSL [2] será definido nas águas e bancadas mortais de Pipeline, no Havaí, exigindo técnica e regularidade absoluta.
[1] https://abcdoabc.com.br/ubatuba-etapa-brasileiro-de-surfe/
[2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjKlaX35daTAxX8rJUCHewNAN4QFnoECCMQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.worldsurfleague.com%2F&usg=AOvVaw3g0MxZF0H3xbNIpLypPNiZ&opi=89978449