
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump [1], convidou formalmente o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva [2]para integrar um novo conselho internacional de paz focado na resolução do conflito na Faixa de Gaza. A proposta, que já conta com a adesão de vizinhos sul-americanos, foi encaminhada à Embaixada do Brasil em Washington e representa um movimento estratégico da Casa Branca para atrair o Brasil, historicamente um defensor do diálogo diplomático, para o centro das discussões sobre a crise humanitária entre Israel e o Hamas.
20 pontos para a paz: O plano de Trump e a participação de Lula
A criação deste conselho é a peça fundamental de um plano de paz abrangente, composto por 20 pontos, anunciado por Trump ainda em outubro. A intenção é estabelecer uma nova organização internacional com administração transitória para gerir a estabilidade na região. Para Lula, o convite chega em um momento em que o Brasil busca reafirmar sua influência no cenário global, embora o Palácio do Planalto ainda não tenha se manifestado oficialmente sobre a aceitação ou as condições para a entrada do país no grupo.
Enquanto Lula avalia os desdobramentos, outros líderes da região já confirmaram presença. O presidente argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña expressaram entusiasmo com a iniciativa. Milei, inclusive, compartilhou a correspondência oficial em suas redes sociais, destacando que a Argentina atuará como membro fundador do Conselho da Paz, alinhando-se à visão de Washington para o combate ao terrorismo no Oriente Médio.
O conselho executivo e as lideranças internacionais
O grupo liderado por Donald Trump possui um perfil de alto escalão, reunindo nomes influentes da política e do setor financeiro global. Caso aceite o convite, o representante designado por Lula irá sentar-se à mesa com figuras como:
Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA;
Tony Blair: Ex-primeiro-ministro britânico;
Jared Kushner: Articulador dos Acordos de Abraão;
Ajay Banga: Presidente do Banco Mundial;
Nickolay Mladenov: Nomeado Alto Representante para Gaza.
A presença de Lula nesse conselho daria à iniciativa uma pluralidade política necessária, considerando a posição do presidente brasileiro em fóruns como o G20 e o BRICS. Trump enfatizou que o conselho busca nações dispostas a construir uma "paz duradoura", permitindo que cada Estado participante indique um representante permanente para as reuniões executivas.
O impasse diplomático no Palácio do Planalto
Internamente, a equipe de Lula analisa os riscos e benefícios de se juntar a uma organização presidida diretamente por Trump. O silêncio momentâneo do governo brasileiro reflete a cautela do Itamaraty em relação aos detalhes operacionais e à extensão das atividades do conselho, que ainda não foram totalmente esclarecidos pela Casa Branca.
A participação de Lula poderia ser vista como um gesto de pragmatismo diplomático entre Brasília e Washington, superando divergências ideológicas em prol de uma solução para a crise humanitária em Gaza. Por outro lado, a adesão automática de governos de direita na América Latina ao projeto cria um cenário de pressão sobre a liderança do Brasil no continente. A expectativa agora gira em torno do anúncio oficial da lista de membros, prometido por Trump para os próximos dias.
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump
[2] https://abcdoabc.com.br/lula-critica-valor-atual-salario-minimo/