
O Teatro Arthur Azevedo [1], na Mooca, será palco de uma jornada onírica a partir do dia 24 de abril. O espetáculo Cidades Invisíveis [2], livremente inspirado na obra homônima do escritor italiano Italo Calvino, traz uma proposta que une a literatura clássica à linguagem da palhaçaria e do metateatro. Com ingressos gratuitos, a montagem propõe uma ponte estética entre o deserto oriental e o Brasil profundo.
A peça narra o encontro entre o imperador Kublai Khan, interpretado por Claudio Carneiro, e o viajante Marco Polo, vivido por Gúryva Portela. Nesta versão, Polo é um vendedor ambulante que utiliza um cinematógrafo para revelar as vilas fantásticas por onde passou. O projeto é viabilizado pelo Edital ProAC nº 22/2024, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Diálogo entre o clássico e o popular
A direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli transformam o denso texto de Calvino em uma comédia farsesca acessível a todos os públicos. A montagem de Cidades Invisíveis utiliza a técnica do picadeiro mambembe para situar a ação, criando um ambiente rústico e fantástico simultaneamente.
Segundo o diretor Marcelo Romagnoli, a obra original, publicada em 1972, ganha novos contornos no palco:
"Cidades Invisíveis é um espetáculo popular que amplia a potência da imaginação e que coloca diante de nós algumas chaves para viver em sociedade. O livro surpreende porque as cidades não tratam de um conceito físico, mas de uma simbologia da experiência humana."
Elenco de peso e trilha sonora original
O espetáculo conta com nomes experientes em seu elenco. Claudio Carneiro traz para a cena sua bagagem de 15 anos no Cirque du Soleil, enquanto Gúryva Portela aplica sua vasta vivência no teatro popular nordestino. Essa mistura de referências também está presente na trilha sonora de Cidades Invisíveis, composta por Renata Rosa, que funde a sonoridade do deserto tuaregue com as raízes da rabeca brasileira.
A experiência visual é complementada por projeções de vídeo da dupla Um Cafofo (André Grynwask e Pri Argoud), que remetem ao cinema mudo. O cenário, assinado por Zé Valdir Albuquerque, reforça a estética do circo-teatro, convidando o espectador a uma imersão poética sobre como enxergamos o mundo ao nosso redor.
Detalhes da Temporada
A montagem de Cidades Invisíveis segue com apresentações até o dia 10 de maio, oferecendo uma opção cultural de alta qualidade e sem custos para a população de São Paulo.
InformaçãoDetalhesLocalTeatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955)Período24 de abril a 10 de maio de 2026HoráriosSex. e Sáb. às 20hIngressosGratuitos (retirada 1h antes)ClassificaçãoLivre
[1] https://www.instagram.com/teatroarthurazevedosp/
[2] https://abcdoabc.com.br/cidades-invisiveis-anuncia-leilao-beneficente-2025/