
A sarcopenia é uma condição marcada pela perda progressiva de massa e força muscular [1], representando um dos maiores desafios do envelhecimento. Embora seja mais comum após os 60 anos, muitos casos passam despercebidos até que o idoso apresenta limitações de mobilidade, quedas recorrentes ou perda de autonomia.
Por ser silenciosa e multifatorial, a sarcopenia exige atenção constante de familiares, cuidadores e profissionais de saúde. Com o aumento da expectativa de vida, estratégias de prevenção e acompanhamento tornaram-se essenciais para garantir qualidade de vida na terceira idade.
No Brasil, o tema ganha atenção em paralelo ao surgimento de modelos de cuidado domiciliar, como o da Vivenza Care, agência especializada em assistência de baixa complexidade com foco em segurança, personalização e suporte humanizado.
Cuidado cotidiano é fundamental
Para Júlia Godoy [2], especialista em Geriatria e Gerontologia e fundadora da Vivenza Care, o acompanhamento diário é um dos pilares no manejo da sarcopenia.
“A presença de um cuidador próximo do idoso ajuda a melhorar a gestão da condição. O acompanhamento contínuo evita que sintomas passem despercebidos e permite intervenções rápidas, desde ajustes na alimentação até correções na rotina de exercícios”, afirma.
Quais são as causas da sarcopenia?
A sarcopenia pode ter múltiplas origens, incluindo o Especialistas explicam causas, consequências e estratégias de cuidado para idosos com sarcopenianflamação sistêmica e o uso prolongado de alguns medicamentos.
Seus efeitos vão além da mobilidade, impactando também a saúde cardiovascular, o equilíbrio emocional e a independência funcional. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para prevenir agravamentos.
Tratamento e prevenção
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As estratégias mais eficazes incluem exercícios resistidos regulares, alimentação rica em proteínas de alta qualidade, hidratação adequada e exposição moderada ao sol para a síntese de vitamina D, nutriente diretamente ligado à força muscular.
No entanto, manter essa rotina nem sempre é simples. Muitos idosos enfrentam limitações físicas, medo de quedas ou falta de orientação. É nesse contexto que o cuidador desempenha papel central, auxiliando na execução das atividades e incentivando a adesão diária ao cuidado.
“Quando o idoso tem alguém que encoraja, supervisiona e organiza a rotina, o risco de agravamento da sarcopenia diminui significativamente”, destaca Júlia Godoy.
Adaptação do ambiente domiciliar
Além do acompanhamento, pequenas mudanças no lar são fundamentais para reduzir riscos e aumentar autonomia: retirar tapetes soltos, melhorar a iluminação, ajustar a altura de cadeiras e instalar barras de apoio.
O cuidador também observa sinais importantes, como fraqueza, cansaço excessivo, perda de peso ou dificuldade para se levantar de uma cadeira — indicadores clássicos do avanço da sarcopenia.
“O cuidado humano, aliado à adaptação do ambiente, faz diferença direta na saúde e na qualidade de vida do idoso”, reforça Júlia Godoy.
[1] https://abcdoabc.com.br/idosos-podem-perde-75-potencia-muscular/
[2] https://www.instagram.com/vivenzacare/