
A cidade de São Paulo [1] tem enfrentado uma preocupante onda de violência contra o transporte coletivo, com 503 ataques a ônibus registrados até esta segunda-feira (14), conforme dados divulgados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) [2]. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanos) realizou um estudo que identificou as áreas mais afetadas por esses incidentes.
Entre os locais que mais sofreram depredações, a Rodovia Raposo Tavares, localizada na Zona Oeste, se destaca com 23 ocorrências. Em seguida, estão a Avenida Senador Teotônio Vilela e a Avenida Cupecê, ambas na Zona Sul, que registraram 20 ataques cada uma.
Além dessas vias, importantes artérias da capital também aparecem no levantamento. A Avenida Faria Lima, reconhecida como um centro financeiro vital da cidade, contabiliza 11 ataques, enquanto a emblemática Avenida Paulista, um dos cartões postais mais conhecidos de São Paulo, sofreu 6 incidentes.
A Polícia Civil está investigando essa série de ataques há aproximadamente um mês. Até o momento, cinco indivíduos foram detidos e um adolescente foi apreendido em conexão com esses crimes.
As investigações têm explorado três possíveis razões para os ataques aos coletivos. Uma das hipóteses sugere que os atos estão associados a desafios viralizados nas redes sociais. Outra linha de investigação aponta para uma possível coordenação por parte do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção criminosa que atua na região. No entanto, a teoria mais considerada atualmente pela Polícia Civil é que os ataques refletem descontentamentos entre funcionários e empresas do setor de transporte público em relação à gestão da prefeitura e à concorrência no mercado.
Conforme as diretrizes da SPTrans, as empresas são obrigadas a realizar manutenções nos veículos danificados e substituí-los para garantir a continuidade dos serviços. Caso essa substituição não ocorra, as empresas enfrentam penalizações por viagens não realizadas, o que pode estar atrelado aos motivos por trás dos ataques.
Um relatório recente da Polícia Civil revelou que três empresas são responsáveis pela maior parte dos ataques registrados desde junho: Mobibrasil, Transppass e Viação Grajaú.
Em resposta à crescente insegurança, a Polícia Militar lançou na última quinta-feira (10) a Operação Impacto - Proteção a Coletivos. Essa operação mobilizou cerca de 7.800 policiais e 3.600 viaturas em todo o Estado, com o intuito de reforçar a segurança para passageiros e trabalhadores do transporte público.
[1] https://abcdoabc.com.br/cine-copan-sera-reaberto-e-promete-experiencias-imersivas-e-revitalizacao-cultural-em-sp/
[2] https://prefeitura.sp.gov.br/web/mobilidade