
O Governo de São Paulo alcançou um marco histórico na gestão da saúde pública ao reativar 8 mil leitos que estavam desativados ou ociosos na rede estadual do SUS. A medida, consolidada ao longo dos últimos três anos, resultou em 380 mil internações adicionais nos últimos 12 meses, um crescimento de quase 20% em comparação com 2022.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, o avanço está diretamente ligado à implementação da Tabela SUS Paulista, [1] programa criado para corrigir o subfinanciamento federal. A iniciativa permite que Santas Casas e hospitais filantrópicos recebam valores até cinco vezes maiores pelos procedimentos realizados, garantindo sustentabilidade financeira, reabertura de alas e contratação de profissionais.
Tabela SUS Paulista e regionalização do atendimento
A política de fortalecimento da rede hospitalar também tem impacto direto na descentralização dos serviços. Com mais recursos, hospitais do interior passaram a ampliar atendimentos especializados, reduzindo a sobrecarga da capital e aproximando o cuidado da população.
Em Jaci, o Hospital Nossa Senhora Mãe da Divina Providência ampliou o número de internações anuais de 2 mil para 2.660. Já em Adamantina, a Santa Casa local registrou um aumento de 160% no volume mensal de cirurgias, reflexo direto da recomposição financeira promovida pelo Estado.
Em agosto, o governador Tarcísio de Freitas anunciou a expansão da Tabela SUS Paulista [2] para hospitais municipais, beneficiando mais de 100 unidades em 70 cidades. A medida fortaleceu a rede local e ampliou a capacidade de resposta do SUS em regiões historicamente carentes de estrutura.
IGM SUS Paulista e atenção básica fortalecida
Outro eixo estratégico foi o IGM SUS Paulista, programa que ampliou de forma significativa os repasses diretos aos municípios. O valor per capita, que antes era de R$ 4, passou a variar entre R$ 15 e R$ 40, de acordo com o desempenho de cada cidade.
Os recursos estão vinculados a metas objetivas, como cobertura vacinal, acompanhamento pré-natal e rastreamento de câncer, reforçando a lógica de prevenção e cuidado contínuo. A combinação entre atenção básica fortalecida e rede hospitalar estruturada tem sido apontada como decisiva para o aumento da eficiência do sistema.
Resultados que vão além da saúde
(Divulgação/Governo de SP)
O recorde na área da saúde integra um conjunto mais amplo de entregas estruturantes da atual gestão estadual. Nos últimos três anos, São Paulo também avançou em áreas estratégicas como infraestrutura, saneamento, segurança pública e educação.
Entre os destaques estão a entrega da primeira etapa do Rodoanel Norte, o avanço do projeto do Túnel Imerso Santos-Guarujá, a ampliação do acesso à água e esgoto para cerca de 5 milhões de pessoas após a desestatização da Sabesp, além da menor taxa de homicídios da história do estado registrada em 2025.
Na educação, programas como o Provão Paulista e o Prontos Pro Mundo abriram 46 mil novas vagas universitárias e ampliaram oportunidades de intercâmbio, consolidando uma agenda voltada à mobilidade social.
Para o governo paulista, a reativação de leitos e o fortalecimento do SUS simbolizam uma mudança de paradigma. Resultados antes considerados inalcançáveis passaram a integrar o cotidiano da população, com impacto direto na qualidade do atendimento e na capacidade de resposta do sistema de saúde.
[1] https://abcdoabc.com.br/tabela-sus-paulista-amplica-atendimento/
[2] https://www.saude.sp.gov.br/ses/perfil/cidadao/homepage/outros-destaques/tabela-sus-paulista