São Paulo bate recorde com dezembro mais quente em 64 anos

São Paulo bate recorde com dezembro mais quente em 64 anos
São Paulo bate recorde com dezembro mais quente em 64 anos São Paulo atingiu um novo patamar histórico de temperatura em dezembro de 2025, consolidando um cenário climático extremo. Dados da estação meteorológica do Mirante de Santana, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), confirmaram que os termômetros marcaram impressionantes 37,2°C às 16h. A marca supera o recorde anterior do mês, estabelecido na última sexta-feira (26), quando a temperatura chegou a 36,2°C. Trata-se do dia mais quente para um mês de dezembro nos últimos 64 anos na história climática da cidade. O recorde antigo, vigente desde 1961, era de 35,6°C. Alerta vermelho em São Paulo e chegada de temporais Devido à persistência das altas temperaturas, o Inmet emitiu um alerta vermelho. A medida sinaliza grande perigo provocado pela onda de calor que deve permanecer ativa até a segunda-feira (29). O aviso abrange a região metropolitana de São Paulo e se estende a estados vizinhos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais. Contudo, a estabilidade do tempo seco está com as horas contadas. A previsão [1] indica uma mudança brusca no Estado de São Paulo já no início da semana. Modelos meteorológicos apontam para a ocorrência de fortes temporais entre os dias 29 e 30. Os volumes de chuva podem variar entre 20 e 50 milímetros por dia. As tempestades devem atingir severamente as seguintes regiões: Presidente Prudente; Marília; Itapeva; Registro. Estão previstos ventos intensos, muitas trovoadas e até queda de granizo nessas localidades, exigindo atenção redobrada da população de São Paulo. Gabinete de crise e racionamento de água Diante do cenário adverso, o governo estadual agiu rápido. Um gabinete de crise será implementado a partir de segunda-feira para coordenar ações de resposta e oferecer suporte aos municípios afetados pelas oscilações climáticas em São Paulo. Outro ponto crítico é o abastecimento hídrico. As autoridades solicitaram uma "redução imediata" no consumo de água. A medida é preventiva, motivada pela diminuição sensível nos níveis dos reservatórios que abastecem a região nos últimos meses. O calor extremo que afeta o Brasil é causado por um bloqueio atmosférico. Esse fenômeno impede o avanço de frentes frias e mantém a massa de ar quente estacionada sobre o Sudeste, elevando as temperaturas em São Paulo [2]. [1] https://abcdoabc.com.br/previsao-do-tempo-ano-novo-em-todo-o-brasil/ [2] https://prefeitura.sp.gov.br