Sabesp investe na segurança hídrica da Grande São Paulo

03/04/2026 - 16:50  
Sabesp investe na segurança hídrica da Grande São Paulo
Sabesp investe na segurança hídrica da Grande São Paulo A segurança hídrica [1] da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) recebe um aporte estratégico superior a R$ 5 bilhões em obras estruturantes programadas até 2027. O pacote, liderado pela Sabesp [2]após o processo de desestatização, foca na resiliência do sistema de abastecimento para 22 milhões de pessoas. Segunda a Sabesp, plano combina a construção de novas estações de tratamento e bombeamento com uma gestão rigorosa da pressão nas redes, visando reduzir perdas físicas e garantir que a água chegue com regularidade às zonas de maior vulnerabilidade geográfica. Entre as 28 frentes de trabalho em andamento, 10 já foram entregues com um investimento inicial de R$ 112,7 milhões. O esforço institucional da Sabesp prioriza as regiões elevadas, onde a topografia dificulta a chegada da água tratada quando a pressão das tubulações é reduzida preventivamente durante a noite. No Grande ABC, municípios como Santo André e Ribeirão Pires estão no mapa de benefícios diretos, recebendo reforços nos sistemas de bombeamento e manobras de fluxo que asseguram a eficiência do atendimento mesmo em períodos de alta demanda. "O foco dessas obras é garantir o atendimento de regiões mais vulneráveis, especialmente as que ficam em terrenos mais altos. Nessas áreas, reforçamos os sistemas de bombeamento e a gestão da rede para garantir o abastecimento quando a pressão for reduzida durante a noite", detalha o balanço técnico sobre a estratégia de combate ao desabastecimento periférico. Combate ao desperdício e gestão inteligente da rede (Divulgação/Governo de SP) O controle de perdas físicas tornou-se o pilar de sustentabilidade do sistema Alto Tietê e Cantareira. Entre outubro de 2025 e março de 2026, a Sabesp economizou 31 bilhões de litros de água que seriam perdidos em vazamentos, o equivalente a injetar 1.000 litros por segundo adicionais na rede. Esse volume foi preservado graças a 60 mil manutenções preventivas e à inspeção de 17 mil quilômetros de tubulações. A eficiência operacional é comparada ao enchimento de duas caixas-d’água por segundo, recurso que permanece nos mananciais para garantir a segurança hídrica em épocas de estiagem. Paralelamente, a gestão da pressão noturna na Grande São Paulo poupou 151 bilhões de litros desde agosto do ano passado. Esse montante seria suficiente para abastecer toda a população da Região Metropolitana por 30 dias. Para os bairros periféricos de São Paulo, como Itaquera, Capão Redondo e Jardim Ângela, além de cidades vizinhas como São Bernardo e Diadema, essa economia representa uma margem de segurança contra racionamentos severos, uma vez que preserva o nível dos reservatórios estratégicos. Investimento Total: R$ 5 bilhões em obras de resiliência até 2027. Volume Recuperado: 31 bilhões de litros salvos de vazamentos em seis meses. Economia de Pressão: 151 bilhões de litros poupados, abastecendo 20 milhões de pessoas por um mês. Obras Concluídas: 10 projetos entregues com R$ 112,7 milhões investidos. Grandes obras e o futuro do abastecimento no ABC Arquivo A expansão da capacidade hídrica passa por projetos de engenharia complexos, como a nova captação do Itapanhaú, entregue em 2025, que elevou em 17% a oferta de "água nova" para o Sistema Alto Tietê. Atualmente, a Sabesp avança na transposição Billings–Taiaçupeba e na modernização das estações de tratamento Rio Grande e Alto da Boa Vista. No ABC, a implementação de novos reservatórios "pulmão" é vital para ampliar a capacidade de armazenamento local, funcionando como uma reserva de emergência para compensar oscilações no fornecimento. O impacto socioeconômico dessas intervenções da Sabesp reflete diretamente na redução da dependência de caminhões-pipa em áreas de cota alta. A modernização do Sistema Rio Grande, por exemplo, é estratégica para as sete cidades da região, pois garante que o tratamento acompanhe o crescimento populacional urbano. O cenário futuro aponta para um acréscimo de 8 mil litros por segundo no sistema integrado até o fim do ciclo de investimentos em 2027, blindando a metrópole contra crises hídricas e assegurando que o saneamento básico acompanhe o desenvolvimento tecnológico e industrial do território paulista. [1] https://abcdoabc.com.br/sabesp-poupa-agua-blinda-abc-seca/ [2] https://www.sabesp.com.br/