
Segundo o mais recente levantamento do Datafolha [1], o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados tecnicamente no índice de rejeição. Lula soma 46% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto Flávio atinge 45%.
A pesquisa Datafolha, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE [2]) sob o código BR-03715/2026, revela que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro consolidou sua base no campo da direita, aproximando-se do atual mandatário tanto na rejeição quanto nas simulações de segundo turno.
Polarização e índices de rejeição no cenário eleitoral
Rejeição de eleitores à Lula chega em 45%, segundo pesquisa Datafolha - Ricardo Stuckert/PR
A alta rejeição de ambos os líderes reflete o atual estágio da política nacional. Para o Datafolha, esse índice é um dos principais termômetros para o teto de crescimento de uma candidatura. Enquanto Lula carrega o desgaste natural de quase três mandatos, Flávio Bolsonaro parece absorver o espólio político e as resistências associadas ao sobrenome do pai, atualmente preso.
Segundo pesquisa Datafolha, Flávio Bolsonaro tem rejeição de 45% - Jefferson Rudy/Agência Senado
Atrás dos líderes em rejeição, aparecem outros nomes que buscam viabilidade:
Fernando Haddad (PT): 27%
Ratinho Jr. (PSD): 19%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 18%
Romeu Zema (Novo): 17%
Intenção de voto e crescimento de Flávio Bolsonaro
Embora Lula lidere numericamente todos os cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha, a vantagem tem sofrido erosão. No cenário mais provável, Lula aparece com 38% contra 32% de Flávio Bolsonaro. Na simulação de segundo turno, a distância encurta para um empate técnico: 46% para o petista e 43% para o senador.
"A pré-candidatura de Flávio se firmou após ser lançada por Jair Bolsonaro a partir da prisão", aponta a análise dos dados. "A cristalização é visível na pesquisa espontânea, onde Flávio saltou de 0% em dezembro para 12% em março."
CandidatoRejeiçãoIntenção de Voto (Cenário 1)Ratinho Jr. (PR)19%7%Tarcísio de Freitas (SP)18%21% (Cenário específico)Romeu Zema (MG)17%4%Ronaldo Caiado (GO)14%< 4%
Fatores que impactam a popularidade do governo
O levantamento do Datafolha foi realizado em um momento sensível para o Palácio do Planalto. O governo enfrenta o desgaste de crises como o "caso Master" e irregularidades no INSS, que já atingem o entorno familiar do presidente. Além disso, a perda de fôlego do PIB em 2025, impulsionada pelas altas taxas de juros, tem gerado insatisfação, especialmente na classe média.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro capitaliza o apoio entre evangélicos (onde atinge 48% de preferência) e em regiões como o Sul e Centro-Oeste. O foco das investigações no ministro Alexandre de Moraes também tem sido utilizado como combustível retórico pela campanha do senador.
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Datafolha
[2] https://abcdoabc.com.br/eleicoes-2026-tse-define-regras-uso-de-ia/