Operação Fim da Fábula derruba esquema de golpes digitais

24/02/2026 - 20:00  
Operação Fim da Fábula derruba esquema de golpes digitais
Operação Fim da Fábula derruba esquema de golpes digitais Deflagrada nesta terça-feira, a Operação Fim da Fábula prendeu 12 integrantes de uma sofisticada organização criminosa. O grupo era especializado em aplicar fraudes virtuais em massa contra cidadãos desavisados. A ofensiva cumpre 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária. As diligências policiais ocorrem nos estados de São Paulo [1], Minas Gerais e também no Distrito Federal. Como a Operação Fim da Fábula rastreou o dinheiro Esta fase da investigação expôs táticas criminosas bem conhecidas do público. Estelionatários operavam o golpe do INSS, do falso advogado e da mão fantasma. A quadrilha se destacou pelo nível de estruturação hierárquica e pelo uso intensivo de tecnologia para proteger os ganhos ilícitos. O capital roubado passava por complexas engrenagens financeiras logo após sair das vítimas. "Depois de conseguir o dinheiro das vítimas, eles ainda lavavam esses valores, seja por meio de plataformas de apostas on-line ou fintechs, para dificultar o rastreamento. Mas não deu certo", explicou Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública [2]. Estratégia de lavagem em camadas Para camuflar o patrimônio, os alvos da Operação Fim da Fábula realizavam sucessivas transferências bancárias. O esquema criminoso movimentava recursos ininterruptamente entre familiares e empresas de fachada. Esse método clássico fragmenta o dinheiro sujo por dezenas de contas de terceiros. A tática visava apagar o rastro das fraudes e despistar os órgãos de controle do governo. "Tivemos que aplicar a estratégia de ‘seguir o dinheiro’ para desvendar toda a engrenagem criminosa", detalhou o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg. Bloqueio bilionário e asfixia financeira O trabalho integrado resultou na identificação de vasto patrimônio ligado aos estelionatários. A Justiça paulista autorizou medidas rigorosas contra 86 contas bancárias mapeadas pelos investigadores. O bloqueio de ativos pode atingir cifras estratosféricas, considerando o teto de R$ 100 milhões estipulado judicialmente para cada conta. Entre os bens registrados em nome de laranjas estão: 36 imóveis de alto padrão; Centenas de veículos e embarcações luxuosas; Joias e grandes volumes de valores em espécie apreendidos. "A união de esforços é o único caminho para asfixiar o capital dessas organizações e combatê-las de forma efetiva", destacou Ivan Francisco Pereira Agostinho, subprocurador-geral de Justiça Criminal. Cerca de 400 agentes de segurança continuam nas ruas cumprindo mandados em cidades como Santo André, Guarulhos e Capitólio. Focada em rastrear novos envolvidos, a Operação Fim da Fábula consolida um duro golpe na estrutura do cibercrime brasileiro. [1] https://abcdoabc.com.br/ricardo-nunes-mira-frota-municipal-sem-diesel/ [2] https://www.ssp.sp.gov.br/institucional/relacao-de-autoridades