Nível das represas de SP cai com calor e consumo alto

Nível das represas de SP cai com calor e consumo alto
Nível das represas de SP cai com calor e consumo alto O cenário hídrico na Região Metropolitana agravou-se drasticamente nos últimos dias. As Represas de SP enfrentam um esvaziamento acelerado, impulsionado por uma onda de calor histórica e um aumento súbito no consumo de água potável. O Sistema Integrado Metropolitano, responsável pelo abastecimento de milhões de pessoas, atingiu a alarmante marca de 26,42% de sua capacidade, o menor índice registrado recentemente. A situação exige atenção imediata das autoridades e da população. O monitoramento diário aponta que a recarga natural dos reservatórios não tem sido suficiente para compensar a retirada de água [1], colocando o sistema em estado de alerta. Nível crítico do Sistema Cantareira O Sistema Cantareira, vital para a segurança hídrica do estado, opera no vermelho. No dia 24 de outubro, o reservatório registrou apenas 24,2% de sua capacidade útil, o volume mais baixo observado nos últimos dez anos. Houve uma tentativa tímida de recuperação no início de dezembro, quando o índice subiu brevemente para 27,3%. Contudo, a estabilidade durou pouco. A falta de chuvas consistentes fez com que o nível das Represas de SP voltasse a cair vertiginosamente nas últimas semanas, anulando os ganhos anteriores. Calor recorde e disparada no consumo Dois vetores principais aceleraram essa crise. Primeiramente, as temperaturas na capital paulista bateram recordes, chegando a 36,2ºC em dois dias consecutivos no final de dezembro. O calor extremo gerou uma reação em cadeia no comportamento da população. Segundo dados da Sabesp [2], o consumo de água aumentou em até 60% em diversas áreas. A produção da companhia saltou de 66 mil litros por segundo para 72 mil litros por segundo na semana anterior ao Natal. Esse aumento ocorreu mesmo com a previsão de que a cidade estaria 30% mais vazia devido às férias, o que pressionou ainda mais as Represas de SP. Ações de contingência nas Represas de SP Para mitigar os riscos de desabastecimento total, o governo estadual e a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos) autorizaram medidas de gestão de demanda. A principal ação envolve a redução da pressão da água na rede durante a noite. A restrição ocorre por um período de 10 horas diárias, entre as 19h e as 5h. O objetivo é preservar o volume morto e garantir que o sistema suporte o período de estiagem previsto. Modelos climáticos indicam que as chuvas de janeiro ficarão abaixo da média histórica, dificultando a recuperação imediata das Represas de SP. Diante de previsões climáticas pessimistas e demanda em alta, a colaboração da população torna-se a única ferramenta imediata. Sem economia doméstica consciente e a manutenção das medidas restritivas de pressão, o colapso no abastecimento poderá ser inevitável, comprometendo ainda mais o nível crítico das Represas de SP. [1] https://abcdoabc.com.br/sp-agua-equivalente-consumo-10-milhoes-por-mes/ [2] https://www.sabesp.com.br