
O Museu da Inclusão, iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD [1]), é uma opção de passeio cultural gratuito, acessível e educativo na cidade de São Paulo. Localizado dentro do Memorial da América Latina, na Barra Funda, o museu preserva a história e a luta das pessoas com deficiência, reunindo exposições interativas, experiências sensoriais e conteúdos que valorizam a inclusão e os direitos humanos.
Estrutura acessível e pioneirismo digital
Projetado desde sua concepção para garantir acessibilidade plena, o Museu da Inclusão conta com piso tátil, rampas adequadas, recursos em Libras, audiodescrição, legendas e materiais multissensoriais. Além disso, é o primeiro museu do país a receber o Selo de Acessibilidade Digital em seu portal on-line, reforçando sua atuação pioneira no ambiente virtual.
Exposição “CPB 30 Anos — O Brasil que Inspira o Mundo”
Divulgação SEDPcD
Durante as férias, a programação do museu destaca a exposição “CPB 30 Anos — O Brasil que Inspira o Mundo”, inaugurada em 17 de novembro de 2025. A mostra celebra três décadas do Comitê Paralímpico Brasileiro [2] (CPB) e apresenta a evolução do paradesporto no país, os esforços institucionais e as políticas públicas que transformaram o Brasil em potência mundial nas Paralimpíadas [3].
A exposição reúne mais de 50 peças históricas, incluindo a tocha paralímpica, medalhas marcantes, mascotes dos Jogos de 2016, uniformes, fotografias e documentos originais. Em linhas do tempo interativas, o público acompanha os principais feitos do Comitê e a trajetória do Brasil nos Jogos Paralímpicos, desde os primeiros registros até a inédita 5ª colocação nas Paralimpíadas de Paris 2024, com destaque para os atletas do Time São Paulo Paralímpico, responsáveis por 40% das medalhas brasileiras.
Histórias inspiradoras de atletas paralímpicos
O Museu da Inclusão também apresenta narrativas de atletas que marcaram a história do esporte paralímpico, como Sabrina Custódia, Mariana D’Andrea, Jerusa Geber, Beth Gomes, Maciel Santos e Harlley Arruda. Essas histórias demonstram como oportunidades, dedicação e políticas públicas efetivas transformam vidas.
“Celebrar os 30 anos do CPB é reconhecer o quanto o esporte paralímpico transformou a história das pessoas com deficiência no Brasil. Cada medalha, cada marca quebrada e cada nova participação internacional refletem não apenas talento, mas também políticas públicas consistentes e o compromisso coletivo com a inclusão. Esta exposição é um convite para que a sociedade veja, de perto, o que acontece quando oportunidade, dedicação e acessibilidade caminham juntas”, afirma Marcos da Costa, secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
[1] https://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sec_deficiencia
[2] https://cpb.org.br/
[3] https://abcdoabc.com.br/paralimpiadas-escolares-time-sp-13-titulo/