
O ex-presidente Jair Bolsonaro [1], detido na Superintendência da Polícia Federal [2]em Brasília, sofreu um acidente doméstico em sua cela que mobilizou equipes médicas e jurídicas nesta terça-feira (6). De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, que presta assistência ao ex-mandatário, o impacto na cabeça resultou em sintomas neurológicos visíveis, incluindo apatia e uma leve ptose (queda) na pálpebra esquerda.
A equipe médica particular manifestou urgência na transferência de Bolsonaro para uma unidade hospitalar. "Constatei que ele estava apático e apresentando tontura. Embora a pressão arterial esteja normalizada e não haja relato de dor, o quadro exige exames complementares imediatos", afirmou Caiado à imprensa.
A decisão de Alexandre de Moraes sobre o estado de Bolsonaro
Apesar do apelo médico, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido inicial de transferência imediata para um hospital privado. Em seu despacho, o ministro fundamentou que a remoção de Bolsonaro só seria autorizada após a análise de um laudo técnico elaborado pelos profissionais de saúde da própria Polícia Federal.
Moraes determinou que a corporação fornecesse detalhes minuciosos sobre a urgência do quadro. O objetivo é garantir que a movimentação do custodiado ocorra estritamente por necessidade clínica comprovada, mantendo os protocolos de segurança e os ritos do processo judicial ao qual Bolsonaro responde.
Detalhes do laudo médico: Sangue e lesões superficiais
No final da tarde desta terça-feira, a Polícia Federal encaminhou o documento solicitado ao STF. Segundo indica o laudo, Bolsonaro pode ter caído da cama durante o período de repouso noturno. O relatório aponta:
Trauma Craniano: Impacto direto na região da cabeça.
Lesões Faciais: Presença de escoriações e sinais de sangue no rosto.
Quadro Neurológico: Observação de tontura e alterações na pálpebra (ptose).
Estabilidade: Sinais vitais, como pressão e batimentos, permanecem dentro da normalidade.
Próximos passos e protocolo hospitalar
Com o laudo oficial em mãos, a expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes decida sobre o deslocamento de Bolsonaro ainda hoje. Caso a transferência seja autorizada, o ex-presidente será levado sob escolta para um hospital já preparado para realizar tomografias e outros exames de imagem necessários para descartar hemorragias internas decorrentes da queda.
A defesa de Bolsonaro reforça que o direito à assistência médica adequada é garantido por lei a qualquer detento, especialmente em casos de trauma na cabeça, onde os sintomas podem evoluir rapidamente. A situação segue sob monitoramento constante tanto da Polícia Federal quanto dos magistrados do STF.
[1] https://abcdoabc.com.br/bolsonaro-sofre-acidente-cela-pf-michelle/
[2] https://www.gov.br/pf/pt-br