
A exoneração de Marcos Pinto do cargo de secretário de Reformas Econômicas foi oficializada na manhã desta segunda-feira (5). A decisão, publicada no Diário Oficial da União, confirma uma movimentação já aguardada nos bastidores do Ministério da Fazenda desde o final do ano passado.
O desligamento ocorreu a pedido do próprio secretário. Em novembro, o ministro Fernando Haddad [1] já havia comentado publicamente sobre a iminente saída do auxiliar.
A motivação de Marcos Pinto para deixar o governo envolve o retorno à iniciativa privada e questões de ordem pessoal. O economista manifestou o desejo de dedicar mais tempo ao convívio familiar. Na ocasião do anúncio prévio, ele comentou sobre o encerramento deste ciclo:
"Está chegando a hora, histórias boas terminam. Eu e o ministro não discutimos os detalhes, mas deve acontecer em breve."
O legado de Marcos Pinto na agenda microeconômica
Durante o período em que esteve à frente da Secretaria, Marcos Pinto desempenhou um papel central na estruturação da política econômica do governo. Sua atuação foi estratégica na formulação de pautas que buscam modernizar o ambiente de negócios no Brasil.
Entre as principais frentes lideradas por sua gestão, destacam-se:
Revisão Fiscal: Análise crítica e reestruturação de benefícios fiscais.
Marcos Regulatórios: Modernização das leis que regem o mercado.
Tributação: Propostas focadas na renda de capital.
Infraestrutura: Ações voltadas ao mercado de capitais e sistema financeiro.
Indefinição sobre o sucessor na Fazenda
Até o fechamento desta edição, o Ministério da Fazenda [2] não divulgou quem ocupará a vaga deixada por Marcos Pinto. A escolha do substituto pode sofrer atrasos, visto que o ministro Fernando Haddad encontra-se em período de férias.
O cenário exige atenção, pois a saída não é um evento isolado na equipe econômica. Recentemente, o economista Bernard Appy, figura chave na aprovação da reforma tributária sobre o consumo em 2023, também se desligou da pasta. A reconfiguração da equipe, agora sem a presença de Marcos Pinto, impõe novos desafios para a continuidade da agenda de reformas.
[1] https://abcdoabc.com.br/haddad-novas-propostas-reequilibrio-fiscal/
[2] https://www.gov.br/fazenda/pt-br