
Lula liderou nesta quinta-feira a cerimônia que marcou os três anos da resposta institucional aos atos de 8 de janeiro [1]. O presidente enfatizou que a data deve ser interpretada não apenas como uma recordação da violência, mas como o símbolo máximo da resistência do Estado Democrático de Direito contra o extremismo.
Durante o evento no Palácio do Planalto [2], o chefe do Executivo categorizou o episódio como uma vitória da civilidade sobre a tentativa de tomada de poder pela força. Ele destacou que a vontade popular, manifestada nas urnas, prevaleceu sobre o autoritarismo.
“O 8 de janeiro está marcado na História como o dia da vitória da democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas.”
A preservação da memória foi um ponto central no discurso. Para Lula, o esquecimento é um convite perigoso à repetição de erros históricos. Ele recorreu ao pensamento do filósofo George Santayana para alertar que ignorar o passado é a sentença para revivê-lo no futuro.
A visão de Lula sobre justiça social
A estabilidade política está diretamente conectada à redução das desigualdades na visão do mandatário. Segundo o presidente, não existe democracia plena sem garantias fundamentais de saúde, educação e dignidade para a população.
O verdadeiro regime democrático, na ótica de Lula, exige a construção de um país que abandone a lógica dos privilégios em favor de direitos universais. Ele reforçou que a derrota dos "traidores da pátria" evitou o caos econômico e o desemprego em massa, consolidando a vitória do povo brasileiro.
Lula veta projeto de anistia a golpistas
Um momento decisivo da solenidade foi o anúncio de medidas legais firmes. O presidente aproveitou a ocasião para vetar integralmente o Projeto de Lei nº 2.162/2023. Conhecido como "PL da Dosimetria", o texto propunha reduzir as penas de condenados pelos atos de 2023 e pela tentativa de golpe.
A cerimônia reuniu a cúpula dos Três Poderes, governadores e sociedade civil, demonstrando alinhamento institucional. Geraldo Alckmin, vice-presidente, reforçou que a resposta uníssona do Executivo, Legislativo e Judiciário foi crucial para a manutenção da ordem.
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, complementou o debate alertando para as novas formas de corrosão democrática. Para ele, a vigilância deve ser constante, pois o ataque às instituições muitas vezes começa com a deslegitimação de opositores através de discursos polarizados.
O evento encerrou com um ato simbólico na rampa do Planalto. A mensagem final deixada por Lula é clara: a união institucional permanece como a única barreira capaz de conter novas ameaças e garantir que a liberdade prevaleça.
[1] https://abcdoabc.com.br/8-de-janeiro-lembre-condenados-trama-golpista/
[2] https://www.gov.br/planalto/pt-br/conheca-a-presidencia/palacios-e-residencias/palacio-do-planalto