Inclusão de pessoas trans na Bienal Sesc de Dança

Inclusão de pessoas trans na Bienal Sesc de Dança

Legendary NYC Mother Jonovia Lanvin no Sesc Campinas – Crédito: Stefano Solovijovas A Bienal Sesc de Dança abre espaço para a inclusão de pessoas trans ao estimular a conversa sobre a diversidade de corpos e histórias, convidando artistas trans e reconhecendo suas contribuições estéticas na dança contemporânea. A curadoria do evento, com a colaboração de Flip Couto, um artista envolvido na cena ballroom celebra corpos variados, demonstra o desejo de que artistas trans ganhem visibilidade e façam a diferença por meio da dança. Destaca a relevância de membros LGBTQIAPN+, a acolherem pessoas trans, devido ao preconceito ainda existente dentro da própria comunidade. Ele enfatiza que toda a sociedade, e especialmente pessoas cis, têm o dever de criar espaços de acolhimento, cura e conhecimento. Ressalta o papel histórico de travestis e líderes como Marsha P. Johnson na construção de políticas para a comunidade. A necessidade de continuar integrando novas gerações é destacada como essencial para garantir dignidade. “Tenho o compromisso de gerar espaço de acolhimento, espaço de cura, mas também espaço de conhecimento, saber que a comunidade trans tem uma outra visão, uma outra articulação da comunidade LGBTQIAPN+ até hoje. É importante a gente continuar acolhendo e cada vez trazendo outras gerações”, afirma Flip Couto. A presença da comunidade trans nos espaços culturais Diego Pereira durante ação formativa de “Runway” na Bienal - Crédito: Stefano Solovijovas Diego Pereira, homem trans, curador da exposição "Cosmologias Ballroom" destaca a importância da participação da comunidade trans em um evento cultural de grande porte, como a Bienal. Ressalta que, apesar do preconceito e estigma social enfrentados, a comunidade trans e travesti é composta por artistas, produtores e intelectuais criativos. “A gente tem uma comunidade muito potente de artistas, de produtores, de intelectuais. Então a nossa presença aqui na Bienal de Dança só mostra a força criativa e articuladora da nossa comunidade. Nós somos muito potentes e é com muita alegria que eu vejo tudo o que está acontecendo aqui”, explica. Destaca ainda que o movimento artístico é visto como meio de afirmar a existência e a importância da comunidade. O evento na Bienal serve de plataforma para reconhecimento e fortalecimento dessa presença em múltiplos âmbitos da sociedade. “A gente existe, a gente está aqui, a gente faz parte. E através da arte, a gente quer mostrar que a gente, sim, estamos aqui. Ser quem a gente é, usar as roupas e a maquiagem que a gente quiser usar, enfim, sabe? Ser plenamente e ocupar espaços de arte, cultura, mas também é muito importante que a gente pense nesse espaço como um espaço de trabalho, um espaço profissional”, ressalta. Jonovia Lanvin é referência internacional na arte ballroom Legendary NYC Mother Jonovia Lanvin no Sesc Campinas - Crédito: Stefano Solovijovas A artista e mulher trans norte-americana Jonovia Lanvin, ressalta a importância da inclusão, particularmente mulheres trans negras, que desempenham um papel fundamental na arte. Ressalta que elas são reconhecidas como as criadoras da comunidade de ballroom como existe hoje. Elas foram pioneiras e continuam a moldar como a arte evolui e é experienciado ao longo do tempo. Seu trabalho incorpora o significado de sobrevivência e humanidade na sociedade contemporânea. A artista participou da Bienal dando uma palestra e na sequencia ensinou como desfilar com classe e elegância através da arte Ballroom. Público LGBTQIAPN+ durante aula de Ballroon no Sesc Campinas - Crédito: Stefano Solovijovas Onde posso comprar ingressos da Bienal Sesc de Dança? A 14ª edição da Bienal Sesc de Dança conta com atividades gratuitas e com valores a partir de R$ 12. Os ingressos estão disponíveis pelo site, app e nas unidades do Sesc SP. Para mais informações sobre a 14ª Bienal Sesc de Dança, acesse o site sescsp.org.br/bienaldedanca.