
O ministro da Fazenda, Haddad [1], confirmou nesta quarta-feira (14) que deixará o comando da equipe econômica ainda neste mês de janeiro. Segundo o ministro, a prioridade agora é assegurar que seu sucessor assuma a pasta rapidamente para evitar descontinuidade no planejamento orçamentário.
A data exata do desligamento ainda depende de um alinhamento final com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a urgência na transição reflete a preocupação com a gestão fiscal do país neste início de ano.
Sucessão de Haddad e o apoio a Dario Durigan
Embora não tenha oficializado o nome, Haddad indicou forte apoio ao seu secretário-executivo, Dario Durigan, como substituto natural. O ministro avalia que Durigan construiu uma relação sólida com outros membros do governo e possui o posicionamento necessário dentro da Esplanada dos Ministérios para conduzir a pasta.
A escolha de um nome alinhado à atual gestão é vista como crucial para manter a estabilidade. Durante a conversa, Haddad também abordou o Orçamento de 2026, minimizando preocupações sobre o veto parcial às emendas parlamentares, cuja publicação está prevista para amanhã.
Balanço da gestão fiscal
Ao fazer um retrospecto de seu período à frente do Ministério, o ministro apresentou números que considera positivos para a saúde financeira do Estado. Entre os pontos altos citados por Haddad, destacam-se:
Redução expressiva de 70% no déficit público desde o início do mandato;
Estabilização das contas federais;
Manutenção do diálogo com o Congresso para aprovação de pautas econômicas.
O mercado financeiro e o setor produtivo agora voltam suas atenções para a nomeação oficial. A expectativa é que a saída de Haddad [2] ocorra de forma organizada, permitindo que a nova liderança foque imediatamente nos desafios fiscais do ano corrente.
[1] https://abcdoabc.com.br/haddad-lewandoski-saida-governo-lula-2026/
[2] https://www.instagram.com/fernandohaddadoficial/?hl=pt-br