Golpe das milhas roubadas afeta viajantes brasileiros

Golpe das milhas roubadas afeta viajantes brasileiros
Golpe das milhas roubadas afeta viajantes brasileiros O temido golpe das milhas agora ganha contornos globais e ameaça diretamente o planejamento de férias dos brasileiros. Um levantamento inédito conduzido pela NordVPN, em colaboração com a plataforma de eSIM Saily, expôs uma realidade alarmante no submundo da internet: programas de fidelidade de companhias aéreas e hotéis são vendidos livremente a preços irrisórios. A investigação identificou um aumento expressivo na comercialização de contas roubadas. Perfis contendo centenas de milhares de pontos são negociados por valores que variam entre US$ 0,75 e US$ 200. Essa facilidade de acesso transforma ativos valiosos de viajantes em mercadoria barata para criminosos digitais. Essa desvalorização no mercado paralelo facilita a disseminação do golpe [1] das milhas, atingindo usuários que acumularam benefícios diligentemente por anos. No Brasil, onde programas como Latam Pass, Smiles e TudoAzul fazem parte da rotina financeira de milhões, o alerta é crítico. Especialistas apontam que a prática criminosa não respeita fronteiras e inclui frequentemente dados de usuários nacionais. Como funciona o golpe das milhas na dark web Enquanto contas individuais são vendidas por centavos, o acesso a bancos de dados completos de redes hoteleiras pode custar até US$ 3.000 no mercado clandestino. O estudo revela que grandes companhias aéreas internacionais, incluindo American Airlines, United e Delta, concentram mais de 54% das discussões sobre crimes cibernéticos em fóruns ilegais. Para executar o golpe das milhas com eficácia, os invasores exploram brechas de segurança básicas. Uma vez em posse das credenciais, eles utilizam as contas invadidas para reservar viagens, emitir vouchers, adquirir upgrades de classe e transferir pontos para terceiros. "O valor das bases de dados roubadas aumenta quando incluem detalhes altamente sensíveis. Isso incentiva ataques mais agressivos a empresas do setor de viagens", explica Vykintas Maknickas, CEO da Saily. Como essas transações simulam operações legítimas de resgate, a fraude muitas vezes passa despercebida pelos sistemas de segurança das empresas e pela própria vítima, que só percebe o furto ao tentar utilizar o saldo. Alvos no setor hoteleiro e táticas de invasão O setor de hospedagem também sofre com a ofensiva. Redes com ampla atuação no Brasil, como Marriott, Hilton, IHG e Accor, aparecem repetidamente em listas de negociação ilegal. Para obter esses acessos e perpetuar o golpe das milhas, os criminosos utilizam métodos automatizados. A técnica mais comum é o credential stuffing (preenchimento de credenciais). Hackers testam massivamente combinações de e-mails e senhas vazadas de outros serviços até encontrarem uma correspondência válida nos sites de fidelidade. O reuso de senhas pelos usuários é o principal vetor que permite o sucesso dessa estratégia. Medidas essenciais de proteção A indústria do turismo permanece um alvo lucrativo devido ao volume de dados pessoais e financeiros armazenados. Marijus Briedis, CTO da NordVPN [2], reforça que durante períodos de alta temporada, como o Natal e férias escolares, as tentativas de invasão se intensificam. Para mitigar os riscos de cair no golpe das milhas, a adoção de protocolos rígidos de segurança é obrigatória. Confira as recomendações dos especialistas para blindar suas contas: Senhas exclusivas: Jamais repita a mesma senha do seu e-mail no programa de fidelidade. Metade dos usuários ainda comete esse erro. Autenticação Multifator (MFA): Ative a verificação em duas etapas. Isso impede o acesso mesmo que a senha seja comprometida. Auditoria constante: Verifique o extrato de pontos regularmente. Movimentações estranhas são o primeiro sinal de ataque. Cuidado com Wi-Fi público: Ao conectar-se em aeroportos ou hotéis, utilize sempre uma VPN para criptografar seus dados. Uso de eSIM: Em viagens internacionais, prefira dados móveis via eSIM para evitar a exposição em redes desconhecidas. A segurança digital exige postura proativa. Apenas com vigilância constante e higiene cibernética o consumidor conseguirá blindar seu patrimônio digital e evitar o prejuízo financeiro e emocional causado pelo golpe das milhas. [1] https://abcdoabc.com.br/por-que-golpes-no-natal-fazem-tantas-vitimas/ [2] https://nordvpn.com/