Flávio Bolsonaro ataca Lula e diz que pai vai subir a rampa em 2027

01/03/2026 - 18:50  
Flávio Bolsonaro ataca Lula e diz que pai vai subir a rampa em 2027
Flávio Bolsonaro ataca Lula e diz que pai vai subir a rampa em 2027 A corrida presidencial para outubro já começou, Flávio Bolsonaro oficializou seu palanque na Avenida Paulista [1] neste domingo (1º) com um discurso de forte oposição. Vestindo colete à prova de balas e cercado por robusto esquema de segurança, o senador delineou suas estratégias. O principal foco foi garantir a volta de Jair Bolsonaro ao poder central em janeiro de 2027. Flávio Bolsonaro mira STF e busca eleitorado feminino O plano de Flávio Bolsonaro envolve mudanças diretas na composição do Supremo Tribunal Federal [2]. O pré-candidato do PL prometeu apoiar processos de impeachment contra ministros da Corte que descumpram a lei. A ressalva feita por ele indica que essa movimentação dependerá estritamente da eleição de um novo Senado alinhado à direita. Pesquisas internas mostram resistência ao seu nome entre mulheres e eleitores de baixa renda. Para reverter o cenário, Flávio Bolsonaro focou seu pronunciamento na pauta de assistência social. Ele relembrou a ampliação do Bolsa Família para R$ 600 e a sanção de legislações de proteção à mulher durante o mandato anterior. "Sou pai de duas princesinhas que são a razão do meu viver, e eu imagino a dor dessas famílias, que tem uma mulher agredida ou assassinada por um covarde, e a gente não vai mais tolerar isso nesse País." Anistia do 8 de Janeiro e alianças estratégicas A derrubada do veto presidencial aos presos pelos atos de 8 de janeiro permanece como prioridade legislativa. A expectativa da oposição é libertar praticamente todos os envolvidos. No entanto, Flávio Bolsonaro destacou que seu pai continuará detido na Papudinha. A narrativa reforça a ideia de um sacrifício pessoal para beneficiar os demais apoiadores. A aprovação do PL da Dosimetria pode alterar esse cenário penal futuramente. Os eixos centrais da campanha apresentados incluem: Enfrentamento jurídico: Pressão por impeachment de magistrados da Suprema Corte. Pautas econômicas: Defesa e manutenção de programas de transferência de renda. Anistia política: Ações legislativas para libertar os presos políticos recentes. O evento na capital paulista também serviu para consolidar pontes dentro da base conservadora. O senador dividiu o trio elétrico com o governador Ronaldo Caiado e elogiou publicamente o deputado federal Nikolas Ferreira. Essa sinalização ocorre logo após recentes atritos familiares envolvendo Eduardo Bolsonaro e cobranças de engajamento direcionadas à ex-primeira-dama Michelle. O embate direto com o governo petista A retórica mais agressiva foi direcionada ao atual presidente da República e seus familiares. O pré-candidato estabeleceu um contraponto moral ao citar as investigações da Polícia Federal. O caso envolve o empresário conhecido como Careca do INSS e repasses suspeitos que atingem pessoas próximas a Lulinha. "Eu aprendi honestidade em casa, eu sou filho de Bolsonaro, não sou filho do Lula, porque se fosse filho do Lula, eu agora ia estar sendo acusado de receber mensalão de R$ 300 mil de roubo dos aposentados do INSS." A base oposicionista aproveita o escândalo financeiro do banco Master, liquidado pelo Banco Central no final de 2025, para desgastar o governo. Documentos recentes apontam contratos milionários cruzando parentes de ministros do STF e fundos do banco. Esse cenário alimenta o discurso anticorrupção adotado por Flávio Bolsonaro em sua trajetória até a eleição. [1] https://abcdoabc.com.br/nikolas-ferreira-vai-manifestacao-avenida-paulista/ [2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiH1oG71f-SAxU6qpUCHRbaB5oQFnoECFAQAQ&url=https%3A%2F%2Fportal.stf.jus.br%2F&usg=AOvVaw3WyVmrnZ-ZuLCF80C469Hz&opi=89978449