Endividamento de famílias em São Paulo sobe e afeta 3,2 milhões

06/04/2026 - 10:50  
Endividamento de famílias em São Paulo sobe e afeta 3,2 milhões
Endividamento de famílias em São Paulo sobe e afeta 3,2 milhões O Endividamento [1] em São Paulo abala o orçamento de sete em cada dez lares neste início de ano. O reajuste nos preços das passagens de ônibus e das mensalidades escolares puxou a alta nas despesas básicas das famílias. Os paulistanos encontram dificuldades crescentes para equilibrar as contas, mesmo com a estabilidade do mercado de trabalho. A capital paulista soma 3,2 milhões de famílias com dívidas ativas e quase 940 mil núcleos familiares em situação de inadimplência. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), conduzida pela FecomercioSP [2], revela um salto na proporção de lares com pendências financeiras. O índice subiu de 70% em fevereiro para 71,1% em março. A inadimplência acompanhou a tendência de alta e saltou de 20,4% para 20,9%. Como o Endividamento em São Paulo atinge diferentes rendas A dificuldade para honrar pagamentos afeta todas as classes sociais da metrópole. As famílias que recebem menos de dez salários mínimos viram a fatia de não pagadores subir para 25,6%. O grupo com rendimentos superiores também registrou piora no cenário, alcançando 9,2% de atrasos. O cartão de crédito domina absoluto como a principal fonte das pendências financeiras. Os consumidores recorrem intensamente ao dinheiro de plástico para manter o padrão de consumo básico e fazer supermercado. A modalidade representa quase 80% do volume total de débitos registrados no mês. A pesquisa detalha as principais fontes de dívidas contraídas pelos consumidores: Cartão de crédito: 79,3% Financiamento imobiliário: 16% Crédito pessoal: 12,3% Financiamento de veículos: 10,5% Crédito consignado: 5,8% Tempo de atraso e comprometimento da renda Os consumidores com contas atrasadas demoram, em média, 66 dias para regularizar a situação financeira. Esse prazo supera o índice medido em fevereiro e sinaliza um descontrole progressivo no orçamento doméstico. O tempo de comprometimento com dívidas, no entanto, recuou para 6,8 meses. A moderação na tomada de empréstimos longos evita um reflexo mais severo do Endividamento em São Paulo sobre a economia local. O cidadão adota maior cautela ao assumir financiamentos extensos para priorizar despesas urgentes. A parcela da renda comprometida com parcelas fixou-se em 26,7%, um dos menores níveis da série histórica. O comportamento de pagamento sofreu alterações bruscas após o fim das liquidações de início de ano. O Pix perdeu espaço na preferência de uso, cedendo lugar ao cartão parcelado. A transição expõe a falta de dinheiro em conta e consolida o Endividamento em São Paulo como o principal desafio financeiro das famílias locais neste semestre. [1] https://abcdoabc.com.br/endividamento-recorde-fragilidade-brasil/ [2] https://www.fecomercio.com.br