
A reprodução em cativeiro do lobo‑guará, animal de comportamento solitário, é um desafio elevado para biólogos e veterinários. Segundo Luan Morais, chefe do setor de mamíferos do zoo, “a reprodução sob cuidados humanos do lobo‑guará exige condições específicas de manejo, espaço e tranquilidade para o casal reprodutor”.
O sucesso desse nascimento representa não só um avanço no manejo, mas um importante suporte para preservar a espécie fora do ambiente natural.
Espécie vulnerável: cuidados e ameaças
O lobo‑guará é o maior canídeo da América do Sul, chamado “guará” por causa de sua pelagem avermelhada. Ele é atualmente classificado como vulnerável pelo ICMBio e como quase ameaçado pela IUCN.
A destruição do cerrado, seu habitat natural, e os atropelamentos são as principais ameaças, com cerca de 1.500 indivíduos mortos por ano nas rodovias brasileiras.
Esses lobos são essenciais para o ecossistema: são onívoros, dispersam sementes de frutos típicos como a lobeira e ajudam a manter a regeneração do cerrado.
Educação e engajamento: conheça e ajude
A presença dos filhotes na área de visitação tem um objetivo educacional. O zoo pretende realizar uma campanha para que os visitantes participem na escolha do nome dos animais, uma forma de incentivar o engajamento e a conscientização sobre a preservação do cerrado.
Além de trazer alegria aos visitantes, a iniciativa reforça a importância de apoiar programas de conservação e manter vivos os símbolos da nossa fauna.