Correios capta R$ 12 bilhões e acelera Plano de Reestruturação

Correios capta R$ 12 bilhões e acelera Plano de Reestruturação
Correios capta R$ 12 bilhões e acelera Plano de Reestruturação Os Correios [1] oficializaram, nesta segunda-feira (29), uma operação de crédito histórica de R$ 12 bilhões. Essa injeção de capital atua como o pilar central para viabilizar a execução imediata do Plano de Reestruturação 2025–2027, desenhado para salvar o caixa da empresa. O anúncio foi realizado por Emmanoel Rondon, presidente da estatal, em Brasília. Segundo o executivo, a verba garante liquidez para quitar dívidas urgentes e retomar a credibilidade junto a fornecedores. Do total captado, R$ 10 bilhões serão liberados ainda em 2025, enquanto o restante chega ao caixa em janeiro de 2026. Diagnóstico financeiro crítico A medida emergencial responde a um cenário desafiador. Diagnósticos recentes apontaram um déficit estrutural anual superior a R$ 4 bilhões na operação dos Correios. Além disso, a empresa enfrenta um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízos acumulados que ultrapassavam R$ 6 bilhões até setembro deste ano. O crédito recém-aprovado visa interromper essa espiral negativa e permitir que a administração foque na eficiência operacional. Correios projeta corte de R$ 5 bilhões em despesas Para equilibrar as contas a longo prazo, o plano de reestruturação ataca a rigidez dos custos. A meta é reduzir as despesas em cerca de R$ 5 bilhões até 2028 através de três frentes principais: Venda de Ativos: Alienação de imóveis sem uso operacional, com previsão de levantar R$ 1,5 bilhão. Ajuste no Plano de Saúde: Reestruturação do benefício para gerar economia de R$ 700 milhões anuais a partir de 2027. Demissão Voluntária: Lançamento de um novo PDV em janeiro de 2026. A expectativa é que até 15 mil empregados adiram ao programa de desligamento nos próximos dois anos. Essa redução no quadro de pessoal deve aliviar a folha de pagamento dos Correios em R$ 2,1 bilhões por ano quando o processo for concluído. Modernização e novas receitas O plano não se resume a cortes. A estratégia prevê um investimento robusto de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, financiado pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB/Brics). O foco será a automação de centros de tratamento, renovação da frota e avanços em TI. A estatal busca se reposicionar como um ecossistema logístico e digital completo. O objetivo é diversificar as receitas explorando mercados como agronegócio, seguros e logística de saúde. Com essas novas frentes, projeta-se uma receita adicional superior a R$ 8 bilhões até 2029. Mais do que um simples ajuste fiscal, o plano busca assegurar que os Correios [2] continuem cumprindo sua missão de integração nacional de forma sustentável e eficiente. [1] https://abcdoabc.com.br/trabalhadores-correios-iniciam-greve-9-estados/ [2] https://www.correios.com.br/