
O Consórcio ABC [1] realizou, nesta sexta-feira (6/3), uma reunião estratégica do Grupo de Trabalho (GT) Gestão de Riscos para dar celeridade à elaboração dos Planos Municipais de Redução de Riscos (PMRRs). O encontro reuniu representantes das Defesas Civis de Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, além de técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
A iniciativa visa atualizar o diagnóstico de áreas vulneráveis e estabelecer diretrizes para intervenções estruturais. Segundo o Consórcio ABC, o foco está em prevenir desastres naturais como deslizamentos de encostas e inundações, problemas recorrentes na topografia da região metropolitana.
Parceria técnica com o IPT para mapeamento de campo
O projeto é executado pelo IPT com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro [2]), captado via Consórcio ABC. A equipe técnica do instituto apresentou os procedimentos metodológicos que guiarão o levantamento de informações. O trabalho de campo será integrado às equipes municipais para garantir a precisão dos dados geológicos e sociais.
Para Luiz Zacarias, diretor de Planejamento e Infraestrutura do Consórcio ABC, a união de esforços é o caminho para a resiliência urbana.
"O alinhamento entre as Defesas Civis e o rigor técnico do IPT permite que o Consórcio ABC entregue planos que não fiquem apenas no papel, mas que orientem investimentos reais em obras de drenagem e contenção", afirmou Zacarias.
Foco em intervenções estruturais e prevenção de desastres
Os PMRRs são ferramentas que vão além do simples mapeamento. Eles definem as alternativas de intervenção e estimam os recursos financeiros necessários para cada ação preventiva. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade em pontos críticos de solapamento de margens de córregos e escorregamentos.
De acordo com o cronograma discutido pelo Consórcio ABC, os planos contemplam os seguintes eixos:
Identificação de Ameaças: Mapeamento de áreas suscetíveis a deslizamentos e alagamentos.
Análise de Vulnerabilidade: Estudo das moradias e infraestruturas em áreas críticas.
Estimativa de Custos: Definição de orçamentos para obras de engenharia e ações não estruturais (como sistemas de alerta).
Planejamento Urbano: Subsídios para a revisão de Planos Diretores e ocupação do solo.
Integração regional no Grande ABC
A atualização desses instrumentos é considerada vital para a defesa civil regional. Enquanto Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra iniciam esta etapa, Santo André e Mauá já avançam em projetos com objetivos semelhantes. A meta final do Consórcio ABC é garantir que toda a região possua diagnósticos técnicos atualizados para captar recursos estaduais e federais de forma mais eficiente.
[1] https://abcdoabc.com.br/consorcio-abc-ufabc-reconversao-industrial/
[2] https://sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3/Default.aspx?idPagina=16693