Com Zelensky, Trump vê paz próxima entre Rússia e Ucrânia

Com Zelensky, Trump vê paz próxima entre Rússia e Ucrânia
Com Zelensky, Trump vê paz próxima entre Rússia e Ucrânia Trump [1] declarou neste domingo (28) que as negociações para encerrar o conflito no Leste Europeu atingiram o estágio final. O republicano recebeu Volodymyr Zelensky na Flórida, onde ambos discutiram os termos para um cessar-fogo imediato, sinalizando que o fim das hostilidades depende agora de ajustes diplomáticos sensíveis. O encontro ocorre em meio a uma intensa movimentação de bastidores. Segundo o líder americano, tanto Moscou quanto Kiev demonstram interesse real em uma resolução pacífica. A participação ativa da Europa também foi citada como um pilar fundamental para sustentar o futuro pacto de não agressão. "Estamos nos estágios finais das negociações. É uma questão de tempo até que possamos finalizar ou, caso contrário, a situação se prolongará e muitas mais vidas estarão em risco", afirmou o presidente dos EUA. Apesar do tom otimista, o chefe de estado evitou estabelecer um cronograma rígido para a assinatura do tratado. A prioridade de Washington é garantir um pacto de segurança robusto, capaz de trazer benefícios econômicos tangíveis para a reconstrução ucraniana. Trump lidera diálogo mas evita fixar prazos A diplomacia americana de Trump trabalha para equilibrar as exigências de segurança de Kiev com a realidade militar no terreno. Zelensky agradeceu a mediação dos Estados Unidos e reforçou o compromisso de sua equipe em buscar um entendimento, mas esquivou-se de perguntas sobre possíveis concessões territoriais à Rússia. Antes da reunião presencial, o presidente ucraniano já havia manifestado a intenção de debater o futuro da região do Donbas. A estratégia de Kiev envolve alinhar os próximos passos com líderes europeus imediatamente após o alinhamento com a Casa Branca [2]. A complexidade aumenta com a postura do Kremlin. Vladimir Putin reafirmou no sábado (27) que as operações militares continuarão caso a Ucrânia não aceite uma resolução rápida. O líder russo e Trump conversaram por telefone pouco antes do encontro na Flórida, em um diálogo descrito como "muito produtivo", embora os detalhes permaneçam sob sigilo. O impasse dos territórios ocupados Mesmo com o documento de paz 90% finalizado, segundo estimativas ucranianas, o desenho das fronteiras continua sendo o maior obstáculo. A Rússia controla atualmente a Crimeia e cerca de 12% do território ucraniano, incluindo áreas estratégicas em Zaporizhzhia e Kherson. Os principais pontos de divergência incluem: Controle do Donbas: Moscou exige domínio total, enquanto a Ucrânia propõe congelar as linhas de frente atuais. Zona Econômica: Os EUA sugeriram uma área de livre comércio caso Kiev renuncie ao Donbas, mas a viabilidade prática é incerta. Usina de Zaporizhzhia: A Casa Branca recomenda uma gestão compartilhada da instalação nuclear. Status da OTAN: A Rússia exige que a Ucrânia abandone definitivamente os planos de adesão à aliança militar. Aliados europeus temem que a pressa de Trump em fechar o acordo resulte em concessões excessivas a Putin. A preocupação central é que uma "paz frágil" deixe o ônus da reconstrução para a Europa e encoraje futuras agressões russas contra membros da OTAN. O cenário exige decisões audaciosas. Enquanto o Kremlin rejeita cessar-fogos temporários antes de um acordo final, a pressão recai sobre a capacidade de Trump em forjar um consenso que satisfaça a segurança ucraniana sem prolongar a guerra. [1] https://abcdoabc.com.br/copa-do-mundo-2026-impacto-vetos-de-trump/ [2] https://washington.org/pt/find-dc-listings/white-house