Castelos de Ludwig II da Baviera reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco

Castelos de Ludwig II da Baviera reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco
Castelos de Ludwig II da Baviera reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco No último sábado, 12 de julho, a Unesco [1] anunciou a inclusão do castelo de Neuschwanstein e de três outras residências reais construídas pelo rei Ludwig II da Baviera na lista de Patrimônios Mundiais. Esta decisão foi celebrada amplamente, uma vez que Neuschwanstein é famoso por ter servido de inspiração para diversas produções da Walt Disney. Além do icônico Neuschwanstein, foram reconhecidos os castelos Herrenchiemsee, Linderhof e Schachen, todos erguidos no final do século XIX sob a visão artística de Ludwig II, que nutria uma profunda paixão pelas artes e pela arquitetura. Localizado em um impressionante rochedo alpino a 200 metros de altura, Neuschwanstein é o castelo mais visitado da Alemanha, atraindo anualmente mais de 1,7 milhão de turistas, muitos dos quais são visitantes internacionais. Após o anúncio da Unesco, o governador da Baviera, Markus Söder, expressou sua alegria em uma rede social ao afirmar: "Um conto de fadas se tornou realidade para nossos castelos de contos de fadas: somos #PatrimônioMundial!". A arquitetura do Neuschwanstein combina elementos medievais com técnicas inovadoras para sua época. Os salões principais são adornados com pinturas que retratam lendas germânicas e nórdicas, refletindo a influência do compositor Richard Wagner, que contava com o apoio financeiro e cultural de Ludwig. Peter Seibert, representante da Administração dos Castelos da Baviera (BSV), comentou sobre a inclusão na lista da Unesco como um reconhecimento significativo e uma responsabilidade crescente em relação à preservação desses importantes monumentos históricos. Um visitante canadense, Philippe, expressou sua surpresa pelo castelo ainda não ter sido considerado Patrimônio Mundial antes e elogiou a decisão como "uma ideia muito boa". Herrenchiemsee é descrito como uma miniatura do Palácio de Versalhes, localizado em uma ilha entre Munique e Salzburgo. O palácio homenageia Luís XIV da França, um monarca que Ludwig admirava profundamente. A residência recebeu o nome de Meicost-Ettal, um anagrama que remete ao famoso ditado francês "L'État, c'est moi" (Eu sou o Estado). Outro local destacado é Linderhof, inaugurado em 1878 e o único dos quatro castelos cuja construção foi concluída durante a vida do rei. Este castelo funde estilos barrocos franceses com influências rococós típicas do sul da Alemanha. Seu parque abriga uma caverna artificial inspirada na ópera Tannhäuser de Wagner, projetada como um espaço pessoal para Ludwig. Schachen completa a lista como uma residência no estilo chalé suíço, onde o rei costumava celebrar seu dia santo em agosto. Localizado a 1.800 metros acima do nível do mar, fica nas proximidades de Neuschwanstein. Essas edificações foram concebidas para evocar um sentimento de romantismo medieval e fantasia, refletindo a visão onírica do rei sobre arquitetura teatral. Apesar da inclusão na lista da Unesco não garantir verbas adicionais para preservação, ela proporciona um impulso significativo no reconhecimento internacional e no turismo na região. Após mais de 25 anos desde o primeiro pedido formal para o reconhecimento dos castelos por parte da Unesco, essa conquista é vista como um marco importante. A ironia reside no fato de que os altos custos associados à construção dessas luxuosas residências foram parte das razões que levaram à queda do rei Ludwig II. Ele foi destituído por seu governo que o considerou insano devido às despesas exorbitantes e morreu sob circunstâncias misteriosas no Lago Starnberg pouco depois. Em meio a esse reconhecimento histórico, vale destacar que neste ano aproximadamente 30 novas atrações culturais e naturais estão sendo consideradas para inclusão na lista da Unesco. O Brasil atualmente conta com sete Patrimônios Mundiais reconhecidos pela Unesco. [1] https://www.unesco.org/en