
A Braskem [1] alcançou um marco histórico na transição energética nacional. A petroquímica zerou o consumo de gás natural fóssil na geração de vapor de sua unidade de PVC em Alagoas. Uma parceria estratégica com a multinacional francesa Veolia viabilizou a substituição integral da matriz térmica por biomassa de eucalipto.
Como a Braskem reestruturou sua matriz energética
O projeto exigiu planejamento estrutural profundo. Engenheiros iniciaram os estudos de viabilidade técnica em 2018 para desenhar um parque de caldeiras exclusivo. Trabalhadores aceleraram o plantio de 5,5 mil hectares de árvores de crescimento rápido logo no começo de 2022.
A usina começou a fornecer energia parcialmente no ano seguinte. Técnicos concluíram recentemente a eletrificação do compressor de refrigeração da planta de MVC. Esta adequação de infraestrutura permitiu à Braskem desligar definitivamente as fornalhas antigas.
Capacidade operacional e impacto ambiental
A infraestrutura recém-inaugurada impressiona pelos grandes volumes processados. O complexo industrial queima 240 mil toneladas de madeira anualmente para gerar 900 mil toneladas de vapor. Fontes circulares como pallets reaproveitados complementam o abastecimento diário dos fornos.
O meio ambiente respira aliviado com a modernização. A operação corta 150 mil toneladas de dióxido de carbono anuais do inventário de emissões. Especialistas apontam que a redução de gases estufa equivale a retirar milhares de veículos de circulação.
"Substituímos combustíveis fósseis por fontes renováveis em escala significativa. Provamos que é possível combinar competitividade industrial com responsabilidade socioambiental." — Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização.
Logística florestal desenhada para a Braskem
A fornecedora assumiu o controle absoluto de toda a cadeia logística. A Veolia gerencia desde o cultivo das mudas até o cavaqueamento da madeira e a queima final. Investimentos pesados em maquinário agrícola garantem o suprimento ininterrupto da fábrica alagoana.
A iniciativa da companhia fomenta uma nova matriz econômica regional. O estado ganha uma alternativa energética competitiva frente às oscilações internacionais de preço. O plantio dedicado cobre uma área massiva equivalente a mais de sete mil campos de futebol.
Benefícios diretos para o mercado local
A transição térmica gera riqueza tangível para as comunidades do entorno. A nova cadeia de suprimentos renovável movimenta a economia nordestina com força.
400 empregos diretos surgiram durante a fase de construção das estruturas.
100 postos de trabalho permanentes asseguram a operação ininterrupta do complexo.
30% das emissões estaduais do grupo empresarial desapareceram desde 2020.
O setor produtivo brasileiro observa este movimento corporativo com extrema atenção. O modelo industrial mitiga a dependência externa e protege as margens contra flutuações do petróleo. A Braskem [2] consolida sua trajetória rumo à neutralidade climática e prova o valor prático das ações sustentáveis de mercado.
[1] https://abcdoabc.com.br/braskem-resina-producao-1000-proteses-mamarias/
[2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjUlvWK6riTAxVrqJUCHXqKOAgQFnoECBoQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.braskem.com.br%2F&usg=AOvVaw0Rvs5xv5NEI9JWC9FdHFpo&opi=89978449