Auxílio-aluguel em SP atende mais de 5 mil mulheres

07/03/2026 - 11:30  
Auxílio-aluguel em SP atende mais de 5 mil mulheres
Auxílio-aluguel em SP atende mais de 5 mil mulheres O programa estadual de auxílio-aluguel [1] para mulheres vítimas de violência doméstica em São Paulo [2] alcançou a marca de 5.247 atendimentos entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Os dados, divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), revelam a capilaridade da iniciativa, que já conta com a adesão de 585 municípios paulistas. Perfil das beneficiárias e autonomia financeira A análise estatística do programa indica que a maior parte das mulheres atendidas está em idade produtiva. O grupo entre 30 e 39 anos lidera o balanço com 2.002 beneficiárias (38,8% do total). Quando somadas as mulheres de 20 a 39 anos, o número chega a 3.243 pessoas, representando 62,8% do público assistido pelo auxílio-aluguel. Essa concentração em faixas etárias jovens e adultas reforça a tese de que o suporte financeiro é um divisor de águas para a independência. A autonomia financeira é considerada um elemento central para que a vítima consiga romper o ciclo da violência e reconstruir sua trajetória familiar, especialmente nos casos em que há filhos envolvidos. Distribuição por faixa etária 30 a 39 anos: 2.002 mulheres (38,8%) 40 a 49 anos: 1.321 mulheres (25,6%) 20 a 29 anos: 1.241 mulheres (24,0%) Funcionamento e critérios do auxílio-aluguel O benefício consiste em uma ajuda de custo mensal de R$ 500, paga por um período de seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. Para acessar o auxílio-aluguel, a mulher deve residir no estado, possuir medida protetiva expedida pela Justiça e ter renda familiar de até dois salários mínimos. "O auxílio-aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança", afirma Andrezza Rosalém, secretária de Desenvolvimento Social. Interiorização da rede de proteção A adesão de 585 cidades demonstra um esforço de interiorização da política pública. Municípios de pequeno e médio porte, no interior e no litoral, têm utilizado a rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício. O cadastramento é feito localmente e, após a aprovação, o valor do auxílio-aluguel é depositado via Poupança Social no Banco do Brasil. Além do repasse direto, o programa integra o movimento "SP Por Todas", que articula serviços de orientação e acolhimento para ampliar a visibilidade das políticas voltadas ao público feminino em todo o estado. [1] https://abcdoabc.com.br/vitimas-violencia-domestica-recomecam-auxilio-aluguel/ [2] https://www.sp.gov.br/sp