
A Justiça da Itália acolheu nesta quinta-feira (16) mais um pedido do Brasil para a extradição da ex-deputada Zambelli [1]. O governo brasileiro busca o retorno da política para o cumprimento da pena por porte ilegal de arma.
O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza [2], confirmou a informação. A defesa ainda pode recorrer da decisão nos tribunais europeus.
Novo revés para Zambelli na Europa
Este processo julga o episódio da véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a ex-parlamentar perseguiu um homem com uma pistola nas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, após uma discussão política.
As imagens da perseguição motivaram a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte brasileira sentenciou a ré a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
O judiciário italiano já havia autorizado a repatriação de Zambelli em março devido a um segundo processo. A primeira condenação envolve a inserção de documentos falsos e invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Detenção prolongada e recursos
Os advogados recorreram da sentença inicial no dia 10 de abril. A corte estrangeira ainda julgará a apelação antes de emitir um parecer definitivo.
As autoridades locais mantêm Zambelli encarcerada em um presídio nos arredores de Roma desde 29 de julho de 2025. O juizado europeu negou os pedidos de liberdade provisória por considerar alto o risco de fuga.
A brasileira possui cidadania italiana e abandonou o território nacional em maio do ano passado via fronteira argentina. O ministro Alexandre de Moraes assinou o pedido formal de extradição logo após a fuga.
Acordo bilateral e destino de Zambelli
A palavra final sobre as duas solicitações dependerá inteiramente do poder executivo local. “O Ministério da Justiça da Itália avaliará os elementos para a extradição nos dois casos”, detalhou o embaixador brasileiro.
Um tratado de reciprocidade rege as relações jurídicas entre os dois países desde 1993. O documento obriga a entrega mútua de pessoas procuradas para julgamento ou cumprimento de penas restritivas de liberdade.
O mandato parlamentar foi cassado em dezembro pelo STF. A ex-deputada formalizou a renúncia na Câmara logo em seguida, consolidando seu status de foragida até o desfecho da repatriação de Zambelli.
[1] https://WP.abcdoabc.com.br/carla-zambelli-renuncia-mandato-deputada-federal/
[2] https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwietIHw0vKTAxW0qpUCHdiIGe4QFnoECCoQAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fmre%2Fpt-br%2Fembaixada-roma%2Fportugues%2Fa-embaixada-1%2Fo-embaixador&usg=AOvVaw1ahF9LMAAr-6vWyfmvchtG&opi=89978449