
O presidente dos Estados Unidos [1], Donald Trump [2], iniciou na última segunda-feira (7) uma série de notificações a líderes globais, comunicando a imposição de novas tarifas sobre produtos importados. Até o momento, 23 países já foram oficialmente informados, com taxas que variam entre 20% e 50%.
Recentemente, Trump anunciou a aplicação de tarifas de 30% especificamente para o México e a União Europeia (UE), com previsão de implementação a partir de 1º de agosto. As cartas foram endereçadas à presidente do México, Claudia Sheinbaum, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen. Este movimento faz parte de um esforço mais amplo para revisar as relações comerciais do país.
A comunicação dirigida ao México segue o mesmo padrão da notificação enviada ao Canadá na última quinta-feira (10). Nela, Trump destaca que as novas tarifas são uma resposta à "crise nacional do fentanil", apontando que a situação é exacerbada pela incapacidade do México em conter os cartéis responsáveis pelo tráfico de drogas. O republicano descreve os cartéis como "as pessoas mais desprezíveis que já caminharam sobre a Terra".
Apesar das ações do México para controlar a fronteira americana, Trump afirma que os esforços ainda não são suficientes para resolver o problema. "O México ainda não conseguiu deter os cartéis que ameaçam transformar toda a América do Norte em um playground do narcotráfico", declarou.
No comunicado à Comissão Europeia, Trump reforçou que as novas tarifas demonstram a "força e compromisso" dos Estados Unidos em ajustar suas relações comerciais com o bloco europeu. O presidente americano criticou os déficits comerciais persistentes e destacou a necessidade de um relacionamento mais recíproco.
"Após anos de discussões sobre nossa relação comercial com a União Europeia, é evidente que precisamos abordar esses déficits criados por políticas tarifárias e não tarifárias", disse o presidente. Além da tarifa estabelecida em 30%, ele também mencionou que produtos reexportados estarão sujeitos à mesma taxa elevada e exigiu uma abertura maior dos mercados europeus aos produtos americanos.
Trump deixou claro que qualquer aumento nas tarifas europeias será somado aos 30% impostos. As medidas anunciadas surgem em meio a negociações contínuas entre os EUA e a UE, onde se espera um acordo bilateral antes da data-limite de 1º de agosto. O bloco europeu demonstrou interesse em proteger suas montadoras estabelecidas nos EUA e considera possíveis retaliações caso não haja um acordo satisfatório.
A lista dos 23 países notificados inclui uma variedade de nações com taxas específicas. O Brasil figura entre os países afetados, recebendo a tarifa mais alta, estipulada em 50%. Em contraste, as Filipinas foram designadas com a menor taxa, fixada em 20%.
Os países notificados até agora incluem:
África do Sul: 30%
Argélia: 30%
Bangladesh: 35%
Bósnia e Herzegovina: 30%
Brasil: 50%
Brunei: 25%
Camboja: 36%
Canadá: 35%
Cazaquistão: 25%
Coreia do Sul: 25%
Filipinas: 20%
Indonésia: 32%
Iraque: 30%
Japão: 25%
Laos: 40%
Líbia: 30%
Malásia: 25%
México: 30%
Myanmar: 40%
Moldávia: 25%
Sérvia: 35%
Sri Lanka: 30%
Tailândia: 36%
Tunísia: 25%
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos
[2] https://abcdoabc.com.br/trump-impoe-tarifa-de-50-sobre-produtos-brasileiros/